Análises feitas em 1931 no Laboratório de Microbiologia e Química Biológica da Universidade de Coimbra, ás águas das fontes existente em Ílhavo.
-Fonte da Praça
- Fonte do Arnal
- Fonte da Fontoura
- Fonte do Inferno
A religiosidade, o culto ao padroeiro, São Salvador, e o subsequente legado de arte sacra do concelho de Ílhavo, são a história continuada e a mais real prova da fé do povo e agregação social. A história da cidade não se escreveria, nem se conheceria, sem estes mil anos de registos documentados sobre a ação da Igreja em Ílhavo.
Análises feitas em 1931 no Laboratório de Microbiologia e Química Biológica da Universidade de Coimbra, ás águas das fontes existente em Ílhavo.
-Fonte da Praça
- Fonte do Arnal
- Fonte da Fontoura
- Fonte do Inferno
in jornal O Ilhavense de 5 de Julho de 1931
A Ermida estendia-se para o sul até próximo da Pedricosa. Ali perto, existia a chamada Quinta dos Henriques, onde havia grandes pinheiros mansos. Próximo havia uma capelinha e um povoado. Na dita capelinha, aquele povo conservava ali um capelão para dizer missa. Na parte baixa da Quinta está uma casa antiga á qual se dá o nome de Azenha da Valenta. A oeste passa a ria que banha toda esta região. Existe a fonte do inferno, notável pela boa água que dela corre. É uma água tão pura que vem algumas mulheres de Ílhavo com seus potes e jarras de barro vermelho para levarem água para consumo de suas casas. Perto desta fonte está a azenha do inferno. Do lado sul tem a antiga praça da Ermida onde se realizava o mercado semanal que dizem ser abundante em géneros alimentícios. Também existia na Ermida um chafariz antiquíssimo e muito abundante de água que foi demolido quando se procedeu á construção da estrada. A antiga capela já contava talvez quinhentos anos; foi também demolida para dar passagem á mesma estrada. O lugar da Ermida foi julgado, tinha juiz, delegado e todo o mais funcionalismo necessário. Quando alguém praticava qualquer delito, era julgado e deportado para fora da Vila e Termo.
in jornal O Ilhavense de 5 de Julho de 1931
-“Uma moira encantada na Fonte de Alqueidão!...'
A notícia correu célere. A lenda ateou entre as almas simples. A crença lavrou fundo nos peitos ingénuos que à volta do caso vão tecendo as mais inverosímeis versões.
Crianças e velhos palmilham a quase deserta rua de Alqueidão, numa irritante credulidade, para observarem de viso esse monstro mitológico que a desoras surge no seu encanto para ouvir - quem sabe? talvez o melodioso gorjeio dos rouxinóis nestas suaves noites de primavera!...
Aquele poético o solitário retiro onde o cantarolar das águas da fonte forma harmonioso conjunto com os dobrados do passaredo, tem tido, nestas ultimas noites, tanta concorrência que os verdadeiros moiros e moiras - namorados e namoradas - que por ali sonhavam na quebra dos seus encantos, foram obrigados a procurar outras solidões onde mais à vontade possam por em prática esses sortilégios amorosos ...
-“Uma moira encantada!... A atávica credulidade !
Aquele ruído estranho, aquele ronronar pesado e surdo que representa para a crendice popular o ressonar profundo da moira, nas horas calorentas da sesta, ou nas horas silenciosas da noite; aquele misterioso murmúrio que tanto pode ser o trabalhar das águas nas entranhas da terra, como o resfolgar dum reptil, cala mais fundo no âmago da populaça, infunde mais no espirito das gentes, que todos os exórdios que hajam de se pregar para opor como barreira a essa fantasia das almas simples e crédulas!
-“Uma moira encantada!...“ Oh! a eterna crendice deste povo!
in jornal O Ilhavense de 5 de Maio de 1930
in jornal O Ilhavense de 30 de Agosto de 1931
1924-03-23 Procissão dos Passos - De hoje a oito dias realiza-se nesta vila de Ílhavo a tradicional procissão dos Passos cujo itinerário á saída, é o seguinte: Rua Serpa Pinto, Rua Mártires da Guerra Submarina, Rua José Estevam, Fontoura, Rua Arcebispo Bilhano até á Capela da Senhora do Pranto. No regresso descerá a procissão até á Praça da Republica, tomando depois pela Rua Camões, Rua Ferreira Gordo, Rua João de Deus e Serpa Pinto. O encontro das duas imagens dar-se há na Praça da Republica, pregando nessa ocasião o rev.º sr. padre Manuel de Campos.
in jornal O Ilhavense de 10 de Setembro de 1922