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quarta-feira, 11 de maio de 2022

Sumário das indulgencias da Irmandade do Santíssimo Sacramento e Almas da Freguesia de São Salvador de Ílhavo

 

Impresso em Aveiro em 1859, esta pequena brochura sintetisa cronologicamente as graças e indulgências plenárias concedidas à Irmandade da Igreja de Ílhavo ao longo do tempo.

São vários os breves e resoluções dadas por Roma ás Irmandades do Santíssimo Sacramento nacionais. 

Para a Igreja de Ílhavo, o vigário-geral do Bispado de Aveiro, então sede vacante, aprovou por despacho de 8 de Outubro de 1859, a resolução do papa Pio IX de 17 de Maio de 1859, indulgência plenária in perpetuum à Irmandade do Santíssimo de Ílhavo em igual forma da à concedida pelo papa Paulo V, em 13 de Novembro de 1606, à Irmandade do Santíssimo Sacramento da Igreja de Santa Maria supra Minervam de Roma, primeira confraria instituída deste género.

Com a Bula Transiturus de hoc mundo, de 11 de agosto de 1264, o Papa Urbano IV determinou a solene celebração da festividade do Corpus Christi ("Corpo de Cristo") em toda a Igreja.

Justificou o Papa a necessidade de uma solenidade especial para celebrar o Corpo de Cristo, pois, na Quinta-feira Santa (Instituição da Sagrada Eucaristia) “a Igreja ocupa-se com a reconciliação dos penitentes, a consagração do santo crisma, o lava-pés e muitas outras funções que lhe impedem de voltar-se plenamente à veneração desse mistério”.

A partir desse momento, a devoção eucarística desabrochou com maior vigor entre os fiéis: os hinos e antífonas compostos por São Tomás de Aquino para a ocasião – entre os quais o Lauda Sion, verdadeiro compêndio da teologia do Santíssimo Sacramento, chamado por alguns o credo da Eucaristia – passaram a ocupar lugar de destaque dentro do tesouro litúrgico da Igreja.

Ainda no século XIII, surgiram as grandes procissões conduzindo o Santíssimo Sacramento pelas ruas, primeiro dentro de uma ambula coberta, e mais tarde exposto em ostensório. Também neste ponto o fervor e o senso artístico das várias nações esmeraram-se na elaboração de custódias que rivalizavam em beleza e esplendor, como é exemplo a custódia renascentista de Ílhavo, liberta de templete e de grande hostiário circular, assim como na confecção de ornamentos apropriados e na colocação de imensos tapetes florais ao longo do caminho a ser percorrido pelo cortejo.

No decurso dos séculos a piedade popular alicerçou-se na constituição dos costumes, usos, privilégios e honras que hoje acompanham o Serviço do Altar, formando uma rica tradição eucarística. Esta norma ampliada pelo papa Martinho V em 26 de Maio de 1419, e confirmada pelo papa Eugénio IV em 20 de maio de 1433, papa que assina a bula Rex Regnum em 8 de Setembro de 1436, documento que conferia a Portugal o dever de evangelizar as populações nativas dos territórios sob seu domínio, propagando a devoção ao Santíssimo Sacramento por todo o mundo conhecido..

Desta forma era concedida indulgência plenária (perdão dos pecados), aos irmãos que dessem entrada na Irmandade, confessando-se e comungando, e acompanhassem a procissão do Santíssimo Sacramento que anualmente se celebra no dia de Corpo de Deus (Corpus Christi), orando pela paz, concórdia dos princípios cristãos, extirpação das heresias e exaltação da Igreja.

Em 24 de Janeiro de 1673 o papa Clemente X amplia esta norma em cem dias de indulgência aos irmãos e irmãs que acompanharem à sepultura o cadáver de algum fiel de Cristo.

Em 27 de Novembro de 1694 esta norma foi transferida pelo papa Inocêncio XII para a sexta-feira imediatamente seguinte à solenidade do Corpo de Deus.

domingo, 6 de março de 2011

Estatutos das Irmandades da Paróquia de São Salvador de Ílhavo

Nas informações paroquiais de 30 de Maio de 1721 são descritas na matriz de Ílhavo as Confrarias do Santíssimo Sacramento e da Senhora do Rosário, cada uma com mordomia e tombo de rendas de legados, zelando pelos altares colaterais e ainda a Confraria do Senhor Jesus com capela própria existente na naveda igreja, do lado esquerdo, onde se venerava uma imagem milagroza de Christo N. S. Crucificado.
É também descrita na Capela de Nossa Senhora do Pranto uma Confraria de grande concurso de fregueses, com esmolas que tiram os mordomos e rendas de legados que lhe foram deixados.
Descrevem-se ainda nas Capelas dos lugares uma Confraria de São Tiago da Ermida, Confraria do Divino Espírito Santo de Vale de Ílhavo e Confraria de Santo António da Coutada.

As informações paroquiais de 1758 descrevem que, na matriz de São Salvador de Ílhavo, apenas existia uma Irmandade denominada de Irmandade do Bendito Louvado, com Breve do Papa Clemente XXII datado de 15 de Setembro de 1732, com cinco jubileus cada ano e funcionando com cerca de 650 irmãos.
Nesta data é-nos descrito também que na freguesia de São Salvador de Ílhavo existiam ainda oito Confrarias: a do Santíssimo Sacramento, a das Almas, a da Senhora do Rosário, a de Nossa Senhora do Pranto, a do Senhor Jesus, estas com maior número de confrades e ainda a de São Sebastião, a do Espírito Santo em Vale de Ílhavo, a de São Tiago no Couto da Ermida, a de Santo António da Coutada, elegendo mordomos nas oitavas do Natal na Igreja Matriz à qual presidia o pároco. 

Estatutos da Irmandade do Santíssimo Sacramento e Almas de Ílhavo (1843)


26 de Maio de 1941

A Irmandade do Santíssimo Sacramento e Almas de Ílhavo é uma das poucas irmandades ainda no activo.
Irmandade secular, refundada na primitiva Confraria com registos desde o século XVII e descrita em 1721, tem os seus estatutos assinados a 13 de Setembro de 1843.

“Originaes estatutos da Irmandade do Santíssimo Sacramento e Almas, erecta na Igreja Paroquial de São Salvador da Freguesia e Villa de Ílhavo: precedidos do Alvará Régio de dezoito de Fevereiro de 1845, pelo qual forão approvados e confirmados – Foi instalada a dita Irmandade n’esta vila de Ílhavo aos 8 de Dezembro 1845.”

Estes estatutos foram reformulados em 26 de Maio de 1941 com aprovação do prelado de 29, e editados em publicação nesse mesmo ano.
Estatutos da Irmandade de Nossa Senhora do Rosário da Ermida (1867)

A Irmandade de Nossa Senhora do Rosário da Ermida, erecta na Capela de São Tiago da Ermida foi instalada a 25 de Julho de 1867, teve como primitivos os estatutos assinados a 21 de Setembro do mesmo ano. Actualmente encontra-se inactiva.

Este estatutos foram reformulados em sessão de 28 de Outubro de 1912, presidindo o Juiz José António Rodrigues Junior , o tesoureiro João Alves Russo, o secretário António Egídio e os vogais Manuel Ferreira da Conceição e João Martins Silvestre, com outros novos estatutos aprovados em 10 de Junho de 1944.

Estatutos da Irmandade de Nossa Senhora das Necessidades dos Moitinhos (1943)

A Irmandade de Nossa Senhora das Necessidades, erecta na Capela do lugar dos Moitinhos teve como primitivos os estatutos assinados a 21 de Maio de 1943. Encontra-se actualmente inactiva.


Estatutos da Irmandade de Santo António da Coutada (1940)


A Irmandade de Santo António da Coutada, erecta na Capela de Santo António no lugar da Coutada foi instalada a 25 de Abril de 1940, teve como primitivos os estatutos assinados no mesmo dia. Encontra-se actualmente inactiva.
Estatutos da Irmandade de Nossa Senhora da Luz e Almas da Légua (1943)


A Irmandade de Nossa Senhora da Luz e Almas, erecta na Capela do lugar da Légua teve como primitivos os estatutos assinados a 27 de Fevereiro de 1943. Encontra-se actualmente inactiva.

Estatutos da Irmandade de Nossa Senhora do Pranto e Dores de Ílhavo (1943)

A Irmandade de Nossa Senhora do Pranto e Dores, erecta na Capela de Nossa Senhora do Pranto em Cimo de Vila de Ílhavo foi refundada na primitiva Confraria já descrita em 1721 e tem estatutos assinados a 8 de Dezembro de 1943, com aprovação do prelado de 21 dos mesmos.


 

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Irmandade do Santíssimo Sacramento e Almas da Freguesia de São Salvador de Ílhavo

   A Irmandade do Santíssimo Sacramento e Almas de São Salvador e Ílhavo, é uma das mais antigas corporações da cidade e que se encontra ainda no activo na Paróquia de São Salvador de Ílhavo.
   De antiquíssima fundação, a sua acção existe documentada desde o século XVII.
Como salvaguarda da sua memória e acção, o seu fundo documental, incoorporado no Arquivo da Paróquia de Ílhavo compreende o seguinte:


Inventário do Arquivo da Irmandade do Santíssimo Sacramento e Almas da Paróquia de São Salvador de Ílhavo

SC: Constituição e Regulamentação

  SR: Estatutos e Compromissos

·  Estatutos da Irmandade do & Sacramento & e Almas Ílhavo, 1843-1845  
Livro manuscrito encadernado a pele 38x24 cm

“Originaes estatutos da Irmandade do Santíssimo Sacramento e Almas, erecta na Igreja Paroquial de São Salvador da Freguesia e Villa de Ílhavo: precedidos do Alvará Régio de dezoito de Fevereiro de 1845, pelo qual forão approvados e confirmados – Foi instalada a dita Irmandade n’esta vila de Ílhavo aos 8 de Dezembro 1845.”; Alvará Régio de 18 Fevereiro 1845; Assinatura de Estatutos de 3 Setembro 1843; Auto de Posse de 8 Dezembro 1845.


SC: Gestão Administrativa

  SR: Actas

·        Livro para as Actas das elleições e mais reuniões da Irmandade do Santíssimo Sacramento e Almas da Freguesia de São Salvador de Ílhavo, 1845-1871
Livro manuscrito encadernado a cartão e papel azul 32x22 cm; 142 folhas de papel numeradas e assinadas

Termo de abertura: “Serve este livro para as actas das elleições e mais reuniões da Irmandade do Santíssimo sacramento e Almas desta Freguesia de S. Salvador da Villa de Ílhavo, o qual vai numerado e rubricado pelo Juiz da mesma Irmandade o Doutor José António Pereira Bilhano, e para constar fiz este termo que assigno com o dito Juiz aos 10 dias do mês de Dezembro de 1845, eu Francisco Cardozo Figueira secretário da meza da Irmandade o escrevi e assignei.” Inicia as actas a 11 Janeiro 1846 e termina a 23 Abril 1871.

·        Livro de Actas das sessões da Irmandade do Santíssimo Sacramento e Almas da Freguesia de São Salvador única n’este Concelho, erecta na respectiva Igreja Matriz, 1871-1889
Livro manuscrito encadernado a cartão e couro (em falta uma das capas); 48 folhas de papel numeradas e assinadas

Termo de abertura: “Hade servir este livro para as actas das sessões da Irmandade do Santíssimo Sacramento e Almas, para o numerar e assinar dou ao escrivão de meu cargo Francisco da Silva Carvão quer no fim para o competente termo de encerramento a administração do Concelho de Ílhavo em 5 de Junho 1871. O administrador do Concelho=Manuel Mendonça.”. Inicia actas em 6 de Junho 1871 e termina em 5 de Abril 1889.

·        Livro de Actas das sessões da meza gerente da Irmandade do Santíssimo Sacramento e Almas desta Freguesia e Concelho de Ílhavo, 1889-1917
Livro manuscrito não encadernado (capas em falta) 32x22 cm; 48 folhas de papel assinadas e numeradas

Termo de abertura: “Há-de servir este livro para se lavrarem as actas das sessões da meza gerente da Irmandade do S.S. e Almas. Vá ao sello para depois ser numerado e rubricado por mim. Administração do Concelho de Ílhavo, 16 d’Abril de 1889. O administrador do Concelho Francisco António Marques de Moura”. Inicia a 16 de Abril de 1889 e termina em 28 de Outubro 1917. (nota: na pág. 19 existe um lapso de anos entre 1894 e 1909)

·        Livro das Actas das sessões e deliberações da Irmandade do S.S. e Almas de Ílhavo, 1902-1909
Livro manuscrito encadernado a papel lilás e etiqueta verde 29,5x20,5 cm; 30 folhas numeradas e rubricadas

Termo de abertura: “Hade servir este livro para as actas das sessões da Irmandade do Santíssimo Sacramento e Almas d’esta Freguesia de Ílhavo. Vá ao sello para depois ser numerado e rubricado pelo secretário d’esta administração a quem para isso dou poderes, bem como para assinar o termo de encerramento. O administrador do Concelho de Ílhavo, 30 de Abril de 1902, Pereira Pinto Balsemão.”. Inicia actas a 1 de Junho 1902 e termina a 13 de Janeiro 1909.

·        Livro das Actas das sessões da Irmandade do S.S. e Almas de Ílhavo, 1917-1941
Livro manuscrito encadernado a cartão lilás e tecido 32x22 cm; 48 folhas de papel assinadas e numeradas

Termo de abertura: “Hade servir este livro para se escreverem as actas das sessões da Irmandade do Santíssimo Sacramento e Almas da Paróquia de Ílhavo, d’este concelho. Vá ao sello para depois ser numerado e rubricado pelo secretário desta administração a quem para isso dou comissão. O Administrador do Concelho José Cândido Celestino Pereira Gomes. Agosto de 1917”. Inicia actas a 9 de Dezembro 1917 e termina em 31 de Dezembro 1941.

SC: Gestão Financeira

  SR: Receita e Despesa

·        Livro das dívidas activas da Irmandade do S.S. e Almas da Freguesia de Ílhavo, conforme as relações que são dadas no fim de cada ano, 1896-1904
Livro manuscrito encadernado a papel pintado de azul claro 33x22,5 cm; 30 folhas numeradas e assinadas

“Hade servir este livro para n’elle se escrever o relaxe das dívidas activas da Irmandade do Santíssimo Sacramento e Almas d’esta Freguesia, que tiver de ser enviado ao Governador Civil d’Aveiro, pela gerência de cada ano, com indicação do nome dos devedores e da proveniência das dívidas, o qual vae por mim assinado com o meu appelido que diz=Carolla, de que uso e numerado em todas as folhas, na qualidade de actual Juiz da Irmandade, Ílhavo 2 de Setembro 1897”. Inicia a 30 Junho 1896 e termina em 30 Junho 1904.

·        Livro de contas da Confraria do Santíssimo Sacramento e Almas de Ílhavo, 1881-1894
Livro manuscrito encadernado em tecido azul e cartão 33x22,5 cm; 48 folhas numeradas e rubricadas

“Hade servir este livro para n’elle se lançarem as contas da Irmandade do S. Sacramento e Almas, erecta nesta vila, o qual vai numerado e rubricado com o meu appelido de =Couceiro da Costa, de que uso, e leva no fim o competente encerramento. Ílhavo, administração do Concelho em 30 de Junho de 1881. E eu Manuel da Maia Mendonça escrivão que o escrevi. O administrador do Concelho. Jorge Couceiro da Costa.”. Inicia no ano de 1880/1881 e termina no ano de 1893/1894.

·        Livro de caixa e de inscrição dos foreiros e arrendatários da Irmandade do S.S. e Almas de Ílhavo, 1897
Livro manuscrito encadernado a cartão e couro 33x24 cm; 49 folhas de papel assinadas e numeradas

“Hade servir este livro para a inscripção dos foreiros da Irmandade do Santíssimo Sacramento e Almas d’esta Freguesia de Sam Salvador d’Ílhavo, e da arrecadação dos foros respectivos com a designação dos anos em que vão vencendo; o qual vae numerado e rubricado com o meu apelido de que uso, Ìlhavo 24 de Junho de 1897. o Juiz da Irmandade João da Rocha Carolla.”. Inicia receita a 1897 e paga até 1909. (nota: no final existe certidão de foros tirada do inventário feito em 1915 pelo Juiz Manuel Procópio de Carvalho)

·        Livro das contas finais e transcrição do acordão que as aprovou, artº 27, nº7 dos estatutos da Irmandade do S.S. e Almas de Ílhavo, 1926-1939
Livro manuscrito encadernado a tecido verde e couro 33x22,5 cm; 48 folhas de papel rubricadas e numeradas

“Hade servir este livro para as contas finais e transcrição do acordão que as aprovou (art.º27, nº7 dos estatutos da Irmandade do Santíssimo Sacramento e Almas) e vai em todas as folhas numerado e rubricado com a minha rubrica que diz = Teiga, Ílhavo, 1 de Janeiro de 1929.” Inicia no ano 1926/1927 e termina em 1939.

·  Livro das contas finais e transcrição dos orçamentos e suas aprovações da Irmandade do Santíssimo Sacramento e Almas, 1940-1950
Livro manuscrito encadernado a papel azul-escuro e cartão 33x23 cm; 50 folhas de papel assinadas e numeradas

“Hade servir este livro para no mesmo serem transcritos os orçamentos e as contas finais da Irmandade do Santíssimo Sacramento e Almas desta Freguesia e Concelho de Ílhavo o qual vae com todas as folhas numeradas e rubricadas com a minha rubrica de = Teiga = da qual faço uso Ílhavo 15 de Janeiro 1940”. Inicia no ano 1940/1941 e termina no ano 1950.


SC: Gestão de Pessoal

  SR: Registo de irmãos

·        Livro dos irmãos da Irmandade do Santíssimo Sacramento e Almas da Freguesia São Salvador de Ílhavo, 1845-1883
Livro manuscrito encadernado a cartão e couro 31x21,5 cm; 48 folhas de papel numeradas e assinadas

Termo de abertura: “Serve este livro para n’elle se inscrever os nomes dos actuais irmãos da Irmandade do S. S. e Almas da Freguesia de Ílhavo; e os que de fucturo entrarem do sexo masculino; e para servir de livro de cobranças dos assinantes; está numerado e rubricado com a rubrica do Juiz da Irmandade que diz = Mendonça; eu José Moreira Barreirinho secretário da Irmandade que a fiz i assinei aos 14 de Abril 1856.” Inicia entrada de irmão a 31 Dezembro 1845 e termina a 11 Fevereiro 1883.

·        Livro para os termos de admissão e inscrição dos novos irmãos da Irmandade do Santíssimo Sacramento e Almas desta Freguesia de Sam Salvador de Ílhavo, 1872-1905
Livro manuscrito encadernado a cartão e couro 29,5x23 cm; 21 folhas de papel numeradas e assinadas

Termo de abertura: “Hade servir este livro para nelle se lançarem os termos de admissão e responsabilidade dos novos irmãos para a Irmandade do Santíssimo Sacramento e Almas desta Freguesia de Sam Salvador d’Ílhavo, o qual vai numerado e rubricado com o meu sobrenome de = Chuva= Ílhavo 26 de Maio 1872. O juiz da Irmandade, José Simões Chuva”. Inicia em 27 Maio 1872 e termina em 15 de Maio 1905.

·        Livro de irmãos da Irmandade do Santíssimo Sacramento e Almas de Ílhavo, 1901-1922
Livro manuscrito encadernado em tecido cinzento e cartão 31,5x22 cm; 150 folhas de papel

“Hade servir este livro para n’elle se lançarem os nomes de todos os irmãos de ambos os sexos pertencentes à Irmandade do Santíssimo Sacramento e Almas d’esta Freguesia de S. Salvador d’Ílhavo, o qual vae numerado e rubricado em todas as suas folhas pelo actual Juiz da mesma Irmandade , com a sua rubrica que diz =Solha= e leva no fim o respectivo termo de encerramento. Ílhavo 25 de Julho de 1901.O Juiz da Irmandade José Pereira Solha.” Inicia pagamentos de cotas em 1899 e termina pagamentos em 1922. (nota: folhas em falta desde a nº 61)


SC: Gestão Patrimonial

  SR: Registo de Bens Imóveis

·        Escritura de fôro de Domingos André, Novembro de 1711,
Documento manuscrito não encadernado 31x22 cm; 8 folhas de papel (mau estado de conservação)

“Nº 39 Aforamento, que fez Domingos André, e sua mulher Izabel Nunes de Cimo de Vila, à Confraria do Santíssimo Sacramento e Almas de 500 reis annuaes, impostos n’uma terra sita no Bolho, que confronta entre outras com uma terra da confraria paga em dia de S. Miguel. Feita em Novembro de 1711. Ass. Escrivão, António da Silva Medela”

·        Sentença cível de adjudicação de bens à Confraria do Santíssimo Sacramento da Villa de Ílhavo deixada pelo defunto António Nunes do Couto de Alqueidão da Freguesia da mesma Vila, 25 de Setembro de 1779
Documento manuscrito não encadernado  32x22,8 cm; 8 folhas de papel (mau estado de conservação)

“Aforamento e legado de duas leiras de terra, uma dita nos Outeiros, que leva de semeadura alqueire e meio, e outra nas cães, que leva seis alqueires, e ambas estas confrontadas”

·        Sentença de arrematação pela qual João Lucas Ferreira Félix (hoje seus herdeiros), pagam a esta Confraria fôro anual de 10.000 reis, 24 de Dezembro de 1810
Documento manuscrito não encadernado 30,5x21 cm; 23 folhas de papel (mau estado de conservação)

“Aforamento de três vidas de uma terra na Chosa Nova e Corgo de Ílhavo à Confraria do S. S. e Almas. Ass. Francisco José de Pinho Ravara.”
Traslado de Provisão de D. José I de 1771, Fevereiro 11 de sequestro de bens das Confrarias, e provisão de D. Maria I de 1794, Setembro 22 com relação de propriedades da Confraria do Senhor Jesus, Senhora do Rosário, São Sebastião e Santíssimo Sacramento.
·        Carta de sentença cível de aforamento de uma terra sita na Chosa Nova, pela qual João dos Santos Patoilo paga a esta Confraria do Santíssimo Sacramento da Freg. de Ílhavo 1.700 reis de impostos, 19 de Dezembro de 1815
Documento manuscrito não encadernado 30,5x21,5 cm; 15 folhas de papel (mau estado de conservação)

·        Requerimento dos mordomos da Confraria do Santíssimo Sacramento e Almas para venda de um fôro de terra na Pecheleira, 1826
Documento manuscrito não encadernado 32x22,5 cm

Decisão de venda de 10 Dezembro 1825; Venda de 16 Fevereiro 1826; Pagamento da venda de 4 Novembro 1826.
·        Escritura do fôro de 3$000 reis da Marinha da Remelha, 9 de Março de 1851
Documento manuscrito não encadernado 21,5x30 cm; 5 folhas de papel (muito deteriorado)

“Escritura de reconhecimento de fôro, que fez D. Maria Benedicta de Souza Guevedo Pizarro, da quantia de três mil reis impostos na Marinha da Remelha, dez meios pagos em dia de Natal de cada ano, feita a 9 de Março de 1851. Declaro ser a Exma. Srª Baroneza de Almeidinha a reconhecente: nota do tabelião: José Vicente Soares.”
·        Escritura de fôro do Cavaz, 15 de Maio de 1903
Documento manuscrito não encadernado 30,5x20,4 cm; 2 folhas de papel azul (mtº mau estado de conservação)

“Aforamento a favor da Irmandade do Santíssimo Sacramento e Almas de uma terra lavradia com suas pertenças, sita no local chamado a Santa Maria, na Villa e Freguesia de São Salvador de Ílhavo.”

·        Escritura de fôro de Manuel Francisco Marieiro, 15 de Maio de 1903
Documento manuscrito não encadernado 30,5x20,4 cm; 2 folhas de papel azul (mtº mau estado de conservação)

“Fôro de uma terra lavradia com suas pertenças, sita no Arieiro da Coitada, limite da Villa de São Salvador de Ílhavo, à Irmandade do Santíssimo Sacramento e Almas desta Freguesia.”

·        Escritura de fôro de João Bento Ferreira da Costa e Manuel Simões Picado, o Bravo, de uma terra de lavoura no lugar do Corgo Comum no local denominado o Cabecinho, limite da Freguesia de São Salvador de Ílhavo à Confraria do S. Sacramento da mesma, 14 de Junho de 1903
Documento manuscrito não encadernado 30,5x20,4; 2 folhas de papel azul (muito deteriorado)

                                                                                             
  SR: Registo de Bens Móveis

·        Livro de inventário da Irmandade do Santíssimo Sacramento e Almas da Freguesia de Ílhavo, 1911
Livro manuscrito em papel azul claro não encadernado 33x21,5 cm; 44 folhas de papel rubricadas e numeradas (algumas em falta)

“Hade servir este livro para o registo de todos os bens móveis e mais haveres pertencentes à Irmandade do S. S. e Almas, da Freguesia de Ílhavo. Ílhavo 15 de Maio de 1911. O Juiz da Irmandade Manuel Procópio de Carvalho.”

17 de Julho de 2006
Hugo Cálão