in jornal O Ilhavense de 10 de Setembro de 1922
A religiosidade, o culto ao padroeiro, São Salvador, e o subsequente legado de arte sacra do concelho de Ílhavo, são a história continuada e a mais real prova da fé do povo e agregação social. A história da cidade não se escreveria, nem se conheceria, sem estes mil anos de registos documentados sobre a ação da Igreja em Ílhavo.
Igrejas
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- Igreja paroquial de São Salvador
- Capela de Nossa Senhora do Pranto
- Capela do Espírito Santo de Vale de Ílhavo
- Capela de Santo António da Coutada
- Capela da Ermida
- Capela da Légua
- Capela dos Moitinhos
- Capela da Gafanha de Aquém
- Capela da Colónia Agrícola
- Paróquias da Gafanha da Nazaré, Gafanha da Encarnação, Gafanha do Carmo, da Costa Nova e da Barra
- Alminhas
quarta-feira, 1 de junho de 2022
Mordomos da Festa do Senhor Jesus dos Navegantes e 1923
Preâmbulo do Museu Marítimo de Ílhavo (1922)
| in jornal O Ilhavense de 1922-10-29 |
A Igreja de Ílhavo precisa de reparos
in jornal O Ilhavense de Junho de 1922
Vamos senhores, não seja só demolir, nesta malfadada terra de tanta luz e de tanta beleza! Façamos também construções novas, procuremos conservar o pouco de artístico que possuímos. A igreja matriz de Ílhavo está num um estado deplorável. Aquele templo de tantas recordações saudosas, onde fomos, batizados, onde ajoelhamos a comungar pela primeira vez, onde os entes que nos foram queridos receberam a benção, antes de baixar à sepultura, onde nos uniram os laços do matrimónio; aquela casa que é a Casa do Senhor onde vão ajoelhar as nossas mães e os nossos amigos, quando nós nos vemos abraços com as intempéries e com os desgostos da vida; a nossa igreja, que deslumbra pela sua grandeza e que merecia de nós todos um pouco de atenção, está a começar a cair.
É preciso olharmos a sério para estas, coisas. E imprescindível fixarmos a nossa atenção para o que de artístico e formoso nos resta, se ainda não temos obliterado e corrompido o sentimento e o gosto
As janelas não têm vidros. O forro das naves laterais está a cair. A cimalha das torres ameaça ruir e a vegetação ali é abundante, As paredes exteriores carecem de ser caiadas - coisa que num se lhes fez desde que existem. O altar de Santo António deve ser retirado do couce da igreja. É uma vergonha e menos veneração pelo santo taumaturgo, conservar o seu altar onde está. As alfaias do culto devem ser melhor cuidadas. O pálio rico não é estimado como merece. Os paramentos ricos precisam de muitos reparos. Etc., etc. etc.
segunda-feira, 30 de maio de 2022
História e Mistérios de Ílhavo: o morto-vivo
A cólera-morbus que em 1856, reinando D. Pedro V, se desenvolveu com o máximo de intensidade na cidade de Lisboa e grande parte do reino, assolou também, segundo rezam as memorias, a vasta região da beira-mar compreendida entre Viana e Figueira. Assim, a nossa terra não escapou ao terrível flagelo que dizimou centos de criaturas, espalhando o terror e um desanimo profundo na alma forte dos Ílhavos de então. Calamidade sobre calamidade, a fome nesse ano redobrou à aflição e a angustia das gentes ribeirinhas, recozendo-lhes uns abafados suspiros de desalentada esperança. Eram como montanhas a sofrer o abalo lento de encarniçados dos séculos, como um fervilhar de ignescênte massa entre-chocada no paredão impotente da Terra. Era uma luta homérica de estranhos seres. Os barcos-do-mar, como gigantes esfaimados, abriam ao sol rutilo de Junho as fendas escuras dos seus costados e, de proas no ar, semelhavam braços implorando a misericórdia divina! Imobilizaram-se: porque os braços fortes dos Ílhavos pendiam estirados nos rebordos denegridos dos caixões. Os que não eram do mar lutavam também como hércules, mas, por fim, cediam, estrebuchando em tortores de aflitiva morte. Era o mês alegre das lides das sachas do milho e da ceifa dos fenos. As gargantas dos moribundos gosmavam-se em vômitos esverdeados de nauseante cheiro e anacatarseavam uns escarros dum amarelo bem acentuado que a heroica e magnânima Leocadia Ferraz ia repuxando com sucessivas abluções de água a ferver ao peito já em ferida dos atacados. Na casa que mais tarde devia ser do senhor Cartaxo, na rua Direita, improvisou-se um pequeno e humilde hospital, onde baixavam os desgraçados pestilentos sem família. Foi ali que se mitigou muita dor, que muitos doentes morreram ouvindo palavras de esperança e de sentido carinho.
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| Cemitério de Ílhavo, c.1895 |
...
... Noite alta, ais e roncos de desespero perdiam-se também por entre as sombrias vielas dos palheiros na Costa Nova. Um silêncio de morte dominava ás vezes. Na escuridão tenteavam vultos, e lá de vez em quando, lobrigavam-se bateiras transportando para o outro lado as vitimas daquele flagelo, e iam aos montes, sobrepostos, empilhados. Para a remada ser mais forte, os pescadores vagueiros firmavam os pés no ventre dos mortos e estes, ás vezes, impelidos pelo movimento brusco dos remos, resvalavam, esgazeando os olhos mortiços, nublados. O bom do sr. Pe Fernando, santo levita que não envergava "a batina oficial como um distinto de emprego ou como uma capa de camarista", há muitos dias que não tirava a sua sotaina e sobrepeliz, e andava assim de povoação em povoação, de sítio para sítio, de dia, toda a noite, sem um momento de descanso abeirando-se dos doentes, confessando este, consolado aquele. No dia 30 de Junho desse ano, a meia-noite surpreendeu-o ao sul da Costa Nova, num miserável palheiro, afagando com orações um pescador moribundo. Era uma hora já adiantada da noite quando o pescador com voz fraca, humilde, balbuciou estendendo o braço: - Adeus, senhor padre Fernando!
E como um santo, morria.
Soprava do sul a aragem branda, leve, perfumada de maresia. De pé no cimo duma lomba de areia, a batina flutuando com a viração, o bom do senhor padre Fernando olhava o mar, o mar imenso, que ele aquela hora não via, mas sentia, olhos rasos de água, o coração oprimido, elevando a Deus os seus pensamentos, implorando a misericórdia da Senhora da Saúde. E chorava a bom chorar.
Súbito, um ruído brusco cortando o silêncio, vindo lá do fundo, sacudiu-o, e trágico, rápido, desceu a íngreme ladeira da lomba. Estacou. À luz duma candeia de azeite dois homens rodeavam um pestilento. Um amarelo de bílis escorria-lhe já pelos cantos da boca ressequida pela febre. Tressuava. Tomou alto a respiração, estrebuxou e, inclinou a fronte ao peito do padre - Levem-no, que está morto - disse o senhor padre Fernando.
Os dois homens pegaram nele, segurando-o um pelos pé outro pela cabeça, conduziram no à bateira mais próxima. Remaram para o "outro lado" da Gafanha. Já na mota, transladam o morto para uma padiola e, pegando um à frente e outro a trás, seguiram antigo caminho de areia em direção a Ílhavo.
Os homens eram dois atrevidos pescadores labregos, pouco conhecendo da nossa terra. Caminhavam silenciosos, abatidos, aqueles dois extraordinários vultos que o mar tantas vezes encorajou de ralé. A padiola tremia ao momento daqueles possantes ombros. O morto, sacudido agora revirou-se, descaindo-lhe uma das pernas. Junto a uma mouteira de tramagueiras, pousaram a padiola para aliviar. Fizeram um cigarro, e o patanisco, fuzilando na escuridão, iluminou súbito o rosto do morto.
- Parece que o homem abriu os olhos.
- Qual abriu nem meio abriu! Tu não ouviste o senhor padre dizer: - levem-no, que está morto! Antão está. Pega que se faz tarde, são duas horas.
- Põe-lhe essa perna para cima.
Ergueram a padiola e continuaram a caminhar, atirando para o ar as prolongadas fumaças. Pesadas nuvens, negras como veludo, encobriam um raquítico luar que, aparecendo ás vezes, esbatia a figura do morto na areia branca das esguias dunas. Voejavam agoirentas e niticoras aves. Chegava um rumor do mar, como alguém a gemer ao longe. E nem uma casa e nem uma luz e nem indício de gente por ali perto. Caminharam, caminharam e a tatear o carreiro duvidoso, quando além, na torre, soou a meia hora p'ras três. Estavam, sem o saber, á ponte Juncal. Passaram a ponte.
Seguiram a congôsta da Barquinha, desceram o pequeno declive do Outeiro. No encrusar de dois caminhos pararam, indecisos, não sabendo por onde seguir.
- Ó que diacho! - disse um deles - Qual será o caminho pró cemitério?
Erguendo a cabeça na escuridão e apontando com a mão direita, o morto respondeu: - Quando eu era vivo ia por aqui, agora que sou morto, levem-me por onde quiserem! E levaram, seguindo a indicação do morto com vida ...
No cemitério abriam-se profundas covas, como é costume em tempo de epidemia. Em cada uma sepultavam-se três, quatro e mais cadáveres. Trabalhava-se ali todo o dia e toda a noite.
Aquele homem que os da padiola julgavam morto, foi estendido num forte caixão de pinho e este lançado a uma sepultura onde já se encontravam dois. E nem uma lagrima, nem sequer uma reza.
O coveiro, um tisnado e forte rapagão dos seus trinta e cinco anos, atirou-se á enxada e começou de lançar pazadas de terra vermelha para cima. Vinha já rompendo a manhã quando o coveiro dava o alisar á sepultura. Retirou-se. Exausto de fadiga atirou-se para cima duma velha lousa e adormeceu.
... Passaram-se já quinze dias. A cólera tendia a desaparecer. O povo ilhavense, mais animado agora, juntava-se no adro da igreja, fazendo preces, e ia dali para o cemitério chorar a perda dos entes queridos; mas não encontravam as sepulturas dos que muito amaram, e redobrava de amargura a sua profunda dor.
Mas o coveiro-vígia, ali em serviço permanente, vinha notando há dias que, da cova onde se sepultou o da padiola, surdia vezes um ruido vago, estranho, a modos como o som de assobio: fraco, á semelhança do sibilar do vento em ciprestes, e então cismava, cismava ... - que diabo seria aquilo? - dizia - franzindo a testa.
Uma manhã, porem, a sua curiosidade já demasiado espicaçada, levou-o até lá. Deitou-se de bruços sobre o coval, aplicou e colou o ouvido á terra. Não lhe restava duvida, alguém falava agora baixinho e ouvia distintamente um soquear em tábuas.
- Quem quer que seja está aos murros no caixão - observou. E de repente, fortemente, o morto gritou:
- Eh gente! Eh de cima! E o coveiro deu um salto, tomou ar, estacaram-se-lhe os cabelos como rama de vassoira, e atirando o chapéu com violência, tornou a deitar-se, aplicando de novo o ouvido e berrando assim:
- É de baixo! Quem chama é gente, ó quê?!
- Eh! Jaquim Salimo, sou eu, homem! Então eu fico aqui eternamente?! Olha que já se me acabou hoje a brôa de pão que trazia no bolso!
Sem mais palavra, o coveiro pega da enxada e, com a fúria de um leão ferido, começou a cavar, a cavar, até que uma tábua arrepanhando a terra, separou-a. Nervosamente, com o olho da enxada deu tamanha pancada no caixão que as tábuas superiores saltaram em bocados.
Vagarosamente, pachorrentamente, o suposto morto esfregou os olhos, saltou dum pulo para cima e, agarrando-se ao Salimo, deu-lhe tal esticão ás costelas que este, aflito e sem ar resmungou:
- Eh ti Salvador, parece que nem esteve quinze dias sem comer! Anda daí beber um quarteirão de aguardente, homem!
E lá foram os dois de braço dado prá loja da ti Calçoa.
...
Pós scriptum: Correu fama este facto. Houve nesse tempo quem risse e quem chorasse. A antiga casinha onde habitou o ti Salvador, ainda existe e encontra-a na Viela do Salvador de Ílhavo, lá ao fundo, defrontando com a antiga casa das tias Angélicas.
in jornal O Ilhavense de Maio de 1922
A Semana Santa em Ílhavo em 1922
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| Verónica, fotografia de Paulo de Brito Namorado |
quarta-feira, 11 de maio de 2022
Sumário das indulgencias da Irmandade do Santíssimo Sacramento e Almas da Freguesia de São Salvador de Ílhavo
Impresso em Aveiro em 1859, esta pequena brochura sintetisa cronologicamente as graças e indulgências plenárias concedidas à Irmandade da Igreja de Ílhavo ao longo do tempo.
São vários os breves e resoluções dadas por Roma ás Irmandades do Santíssimo Sacramento nacionais.
Para a Igreja de Ílhavo, o vigário-geral do Bispado de Aveiro, então sede vacante, aprovou por despacho de 8 de Outubro de 1859, a resolução do papa Pio IX de 17 de Maio de 1859, indulgência plenária in perpetuum à Irmandade do Santíssimo de Ílhavo em igual forma da à concedida pelo papa Paulo V, em 13 de Novembro de 1606, à Irmandade do Santíssimo Sacramento da Igreja de Santa Maria supra Minervam de Roma, primeira confraria instituída deste género.
Com a Bula Transiturus de hoc mundo, de 11 de agosto de 1264, o Papa Urbano IV determinou a solene celebração da festividade do Corpus Christi ("Corpo de Cristo") em toda a Igreja.
Justificou o Papa a necessidade de uma solenidade especial para celebrar o Corpo de Cristo, pois, na Quinta-feira Santa (Instituição da Sagrada Eucaristia) “a Igreja ocupa-se com a reconciliação dos penitentes, a consagração do santo crisma, o lava-pés e muitas outras funções que lhe impedem de voltar-se plenamente à veneração desse mistério”.
A partir desse momento, a devoção eucarística desabrochou com maior vigor entre os fiéis: os hinos e antífonas compostos por São Tomás de Aquino para a ocasião – entre os quais o Lauda Sion, verdadeiro compêndio da teologia do Santíssimo Sacramento, chamado por alguns o credo da Eucaristia – passaram a ocupar lugar de destaque dentro do tesouro litúrgico da Igreja.
Ainda no século XIII, surgiram as grandes procissões conduzindo o Santíssimo Sacramento pelas ruas, primeiro dentro de uma ambula coberta, e mais tarde exposto em ostensório. Também neste ponto o fervor e o senso artístico das várias nações esmeraram-se na elaboração de custódias que rivalizavam em beleza e esplendor, como é exemplo a custódia renascentista de Ílhavo, liberta de templete e de grande hostiário circular, assim como na confecção de ornamentos apropriados e na colocação de imensos tapetes florais ao longo do caminho a ser percorrido pelo cortejo.
No decurso dos séculos a piedade popular alicerçou-se na constituição dos costumes, usos, privilégios e honras que hoje acompanham o Serviço do Altar, formando uma rica tradição eucarística. Esta norma ampliada pelo papa Martinho V em 26 de Maio de 1419, e confirmada pelo papa Eugénio IV em 20 de maio de 1433, papa que assina a bula Rex Regnum em 8 de Setembro de 1436, documento que conferia a Portugal o dever de evangelizar as populações nativas dos territórios sob seu domínio, propagando a devoção ao Santíssimo Sacramento por todo o mundo conhecido..
Desta forma era concedida indulgência plenária (perdão dos pecados), aos irmãos que dessem entrada na Irmandade, confessando-se e comungando, e acompanhassem a procissão do Santíssimo Sacramento que anualmente se celebra no dia de Corpo de Deus (Corpus Christi), orando pela paz, concórdia dos princípios cristãos, extirpação das heresias e exaltação da Igreja.
Em 24 de Janeiro de 1673 o papa Clemente X amplia esta norma em cem dias de indulgência aos irmãos e irmãs que acompanharem à sepultura o cadáver de algum fiel de Cristo.
Em 27 de Novembro de 1694 esta norma foi transferida pelo papa Inocêncio XII para a sexta-feira imediatamente seguinte à solenidade do Corpo de Deus.
sexta-feira, 6 de maio de 2022
Nota para a seca de bacalhau na Gafafanha
| Lugre “Silvina”, frente à seca de bacalhau |
O lugre “Silvina”, registado em Aveiro, foi construído na Gafanha da Nazaré, em 1919, por Manuel Maria Bolais Mónica com o nome “Águia”, para a Companhia Aveirense de Navegação e Exploração de Pesca. Foi vendido, como mostra a notícia do jornal O Ilhavense de 11 de Dezembro de 1927 à empresa Agualuza & Batata, Lda., de Aveiro, juntamente com a seca de bacalhau e os lugres 'Ernani' e 'Laura'. De 1920 a 1926, foi comandado por João Nunes da Barbeira (Capitão Pisco, de alcunha) meu trisavô.
sexta-feira, 29 de abril de 2022
SANTA CASA DA MISERICÓRDIA DE ÍLHAVO - Memória de um século
A lâmpada da igreja de Ílhavo
Somos conhecidos, como sendo da Terra da Lâmpada!
Na nossa Igreja Matriz havia uma valiosa lâmpada de prata que desapareceu nos princípios do séc. XIX, talvez levada pelo exército francês, que apenas deixou uma custódia de prata dourada, por estar devidamente resguardada.
Uma testemunha, nunca identificada, contou ou engendrou esta história, que ainda hoje faz pensar muita gente...
Em determinado domingo festivo, com a Igreja de Ílhavo repleta de povo e no meio da missa, entrou por uma porta lateral um homem bem parecido, mas desconhecido na vila. Dirigiu-se para a capela do Santíssimo, onde se encontrava suspensa a famosa lâmpada de prata lavrada. Ajoelhou-se, benzeu-se e ao levantar-se colocou num degrau um saco de linho que trazia. Olhou para a lâmpada e murmurou:
- Quem te há-de limpar por tão baixo preço!!! Que mau negócio que eu fui fazer!!!
Algumas pessoas presentes ouviram e segredaram entre si:
- É desta vez vez que vão limpar a lâmpada....
O homem, duma forma corajosa, disse:
- Pois se justei, está justo! Venha a lâmpada abaixo!
Acabada a missa o povo debandou e o sacristão quis saber, pelo padre, qual o nome do artista que teria por missão limpar a famosa e valiosa lâmpada. Certo e sabido que o padre não se tinha apercebido desta tramóia, pelo que mandou tocar os sinos a rebate, na esperança de alguém ainda poder deter o esperto larápio, o que nunca chegou a acontecer. Chegou ainda uma notícia, pela voz de uma peixeira que estivera na Bairrada, dizendo ter visto na Gândara de Salgueiro, um homem desconhecido a caminhar apressadamente, levando às costas um saco cujo conteúdo chocalhava e tenia!
Os sinos tocaram três dias seguidos em sinal de luto, mas a lâmpada perdera-se para sempre...
quarta-feira, 27 de abril de 2022
Ílhavo e a imigração em retrato
Ílhavo e a imigração em retrato (diáspora ilhavense nos registos de passaporte do Arquivo Distrital de Aveiro)
Fotos de 1927-
João Fernandes Cardoso - emigrou para o Brasil
António Maria Sarabando - emigrou para o Brasil































