sábado, 30 de maio de 2020

A Virgem da Penha de França de Ílhavo - Santuário Mariano 1707

Santuário Mariano e Historia das Imagens milagrosas de Nossa Senhora, 1707, Frei Agostinho de Santa Maria


A Virgem da Penha de França da Vista Alegre de Ílhavo

Partilho convosco a comunicação feita em 21-04-2018 sobre a Igreja da Vista Alegre de Ílhavo e o culto à Virgem da Penha de França pois muitos desconhecem o porquê da sua construção e dedicação.

Lisboa dedicou à Virgem da Penha de França (ou a Virgem de Simão Vela) uma das sua mais magníficas igrejas após a famosa batalha de Alcácer-Quibir, quando perdemos D. Sebastião, e após a pandemia da peste assolar Portugal em 1569, visto a vizinha Espanha se ter livrado do flagelo graças à intervenção de Nossa Senhora da Penha de França, o Senado da Câmara de Lisboa prometeu construir um grandioso templo, se ela livrasse a cidade da moléstia, o que fez em 1598.
Ainda hoje em tempos de pouca saúde a cidade de Lisboa lhe recorre.

A Igreja da Vista Alegre foi projectada para ser um grande santuário mariano em Aveiro, por voto do Bispo D. Manuel de Moura Manuel. Após termos ganho a independência ao domínio espanhol em 1640 e devido ao condicionamento da fronteira de peregrinação para o primitivo Santuário da Penha de França em Salamanca, D. Manuel de Moura Manuel, por especial devoção resolve dedicar à Virgem da Penha em Portugal, na sua quinta da Vista Alegre, este magnífico monumento, hoje monumento nacional e uma das mais belas igrejas do barroco inicial. Começando a sua construção em c. 1691 estaria já adiantada em 1694, data dos magníficos azulejos de Gabriel del Barco. Sabemos que a 15 de Julho de 1693, a arquitetura estaria terminada, instituindo-se no largo da Capela uma feira aos dias 13 que perdura nos dias da hoje.

Quem foi D. Manuel de Moura Manuel (1632-1699)?

D. Manuel de Moura Manuel nasce em Serpa em família nobre. Por parte do pai era neto de Dom Féliz de Gusmão que foi irmão de São Domingos e da parte da mãe descendente de D. Constança Manuel, rainha de Portugal que foi casada com o Sereníssimo Rei Dom Pedro I de Portugal e com o católico rei Dom Fernando de Castela e Leão.

Sendo o segundo filho, seu irmão Rui de Moura Manuel era senhor da Quinta da ermida em Ílhavo, tinha a opção de seguir dois caminhos: a carreira militar ou a carreira eclesiástica. Uma vez que o seu irmão Cristóvam era Frei, o seu tio D. Jorge de Melo era Bispo de Coimbra, por devoção, decidiu enveredar pelo caminho da religião católica.
Serviu nas guerras contra Espanha, antes denominada Castela, e foi conselheiro do Rei D. Pedro II. A sua formação foi na Universidade de Coimbra na qual se doutorou. A sua carreira de prestígio e logo após ter recebido o capelo da Universidade, 1659, foi provido a cónego de Lamego e Braga. Serviu a Inquisição durante 28 anos, em Évora como deputado, 1660, em Coimbra como inquisidor e presidente, 1666, tendo subido a Ministro do conselho geral da Inquisição no tribunal da corte de Lisboa e conselheiro do Sereníssimo Rei de Portugal, sendo depois reitor da Universidade de Coimbra, 1685, de onde saiu para assumir o bispado de Miranda do Douro, 1690. Em 1697 pede uma licença ao papa,não podendo fazer a visita ad limina por ter sido acometido de doença terrível que o pôs às portas da morte. Sabe-se que, para além do seu estado de saúde e o risco de viagens longínquas, haveria outra preocupação: a necessidade de dispor e assistir à fábrica de um sumptuosíssimo templo que, por voto, mandou fazer a Nossa Senhora sob a invocação da penha de França. Esta obra terá começado antes de assumir o bispado e com verbas vindas de bens patrimoniais e rendas de cargos anteriores a essa nomeação. Sabe-se também que D. Manuel tinha um gosto delicado por obras de arte que levou a que enriquecesse com o que de melhor existia no reino a magnífica Capela da Vista Alegre em Ílhavo (escultores, azulejadores, arquitetos, pintores - João Antunes, arquiteto regio, Claude Laprade, escultor , Gabriel del Barco (1648?-1706?), pintor)como confirma o estudo do Professor Ayres de Carvalho sobre estas encomendas de obras de grande valor artístico.

Como surgiu a devoção e culto de Nossa Senhora da Penha de França?
Simon Roland ou Simão Vale (1425/9 Maio 1434) era francês, nascido em Paris, filho de Rolan e Bárbara, nobres e ricos. Abandonou a riqueza e o conforto e dando tudo aos pobres e refugiou-se num mosteiro da Ordem Franciscana. Seu sobrenome Vela resultou de uma constante advertência, que lhe parecia ouvir do Céu: — "Simon, vela, e não durmas!", em suas prolongadas orações.
Recebendo, no convento, uma revelação mística da Virgem, esta lhe indicou que tinha que partir, em peregrinação, a fim de procurar a Penha de França.
— O que seria, onde estaria? — Em sua pátria?
Durante cinco anos, Simon andou, andou, inútilmente.
Avultavam, na Idade Média, as peregrinações ao túmulo do Apóstolo São Tiago, em Compostela. Seguiam o itinerário clássico da passagem pelo Santuário de Puy, tão famoso que se considerava sagrado o peregrino que o visitasse.
Com medalha de chumbo, de Nossa Senhora do Puy, servindo-lhe de salvo-conduto, Simon juntou-se a uma dessas romagens piedosas.
Acompanhou alguns peregrinos a Castela e a Salamanca, esperançoso de encontrar, entre os universitários, notícias da Penha de França. Mas, apesar de tão perto do lugar, permaneceu seis meses ainda, em buscas infrutíferas . Finalmente, uma tarde, meteu-se entre o povo, numa praça pública.
Ouviu um pastor referir-se à Penha de França, nome tão ansiosamente acalentado. Logo, empreendeu a caminhada para o sítio apontado. Difícil foi atingí-lo. Dias e dias, buscou, entre as fendas e grutas, o que desejava, até que, exausto, uma noite, foi surpreendido, pela fúria de uma tempestade,
no meio da qual se desprendeu uma pedra. Rolou, atingindo-o na cabeça e prostrando-o, desfalecido!
Na segunda noite, já, mais ou menos, refeito, em oração, ouviu a mesma voz que o acompanhava:
— Simon, vela y no duermas!
Repetia-se o aviso que o levou a trocar o nome de Rolan pelo de Vela. Na terceira noite, rezando, rezando sempre, percebeu extraordinário clarão, no meio do qual distinguiu uma cadeira tão adornada que parecia de ouro . Uma senhora formosíssima veio sentar-se ali. Trazia, nos braços, um menino encantador! Falou-lhe: — "Aqui, cavarás e o que achares deverás pôr no mais alto do monte, e uma casa farás. Tu a começarás e outros virão concluí-la. Estou satisfeita, meu filho."
Simon desceu a San Martin dei Castanar, onde encontrou cinco pastores, que se prontificaram a auxiliá-lo nas pesquisas. Após muito trabalho e muitos revezes, descobriram todos a desejada imagem da Virgem Maria, com o Menino Jesus, nos braços. Um dos pastores, escrivão, tudo anotou. Estavam em 19 de Maio de 1434.
Simon curvou a cabeça e tocou-a na imagem. Curou- se, imediatamente, da cicatriz que a pedra lhe fizera e que se agravara, com o frio e a falta de medicamento .
Conhecido o fato, organizaram-se romarias de preces
e construiu-se uma cabana, para abrigo do precioso achado, iniciador do Santuário da Virgem da Penha, na Espanha. Faleceu em 1437, cinco meses após o estabelecimento da Ordem Dominicana, com sete religiosos, na Penha de França. Quando exumado, o seu crânio apresentava ainda o sinal deixado pelo bloco de pedra.
O primitivo santuário da Virgem da Penha de França encontra-se na Província de Salamanca, numa linda e formosa região: “de La Sierra de Francia” (da Serra de França). Ali se contempla uma esplendorosa e singular paisagem que abrange a imensa planície castelhana, as montanhas das Hurdes e a Serra Estrela de Portugal.

O Património da Igreja da Vista Alegre:

A Capela de Nossa Senhora da Penha de França é um belo exemplo da arquitetura maneirista e do barroco. O seu altar-mor tem uma muito interessante representação do presépio e os tetos do espaço estão repletos de pinturas murais. O teto da capela-mor mostra-nos a Assunção da Virgem e o teto da nave da igreja a Árvore de Jessé. Na capela, destaque ainda para o conjunto de painéis de azulejos setecentistas de Gabriel del Barco, que representam cenas da vida da Virgem.
Esculpido em pedra de Ançã pelo escultor francês Claude Laprade, o túmulo monumental de D. Manuel de Moura Manuel e a representação da Virgem da fachada são de uma sensibilidade digna de se ver e denota um arrojo de modernidade para a época, os finais do século XVII.

Ao contrário das indicações do Vaticano, a estátua jacente do bispo não se encontra totalmente na horizontal com as mãos postas sobre o peito. Ao invés, a figura do bispo soergue-se do leito da morte e olha para a imagem da Nossa Senhora da Penha de França, a patrona da capela a quem era devoto. Com a mão direita a permitir o equilíbrio e a esquerda como que a começar um gesto a partir do peito, todo o movimento que a escultura imprime é de uma grande sensibilidade.

Ao avistar, no seu leito de morte, a Nossa Senhora da Penha de França, D. Manuel de Moura Manuel ergue-se para a santa e contempla a vida eterna, escapando assim aos braços da morte.

Todo o túmulo é de uma iconografia forte. Começa logo pelos dois leões de pedra que com dificuldade suportam o túmulo, indicando assim o peso da importância do defunto aqui sepultado. Ladeando o túmulo, surgem duas fénixes, em forma de carpideiras e, aos pés do leito da morte, um anjo que segura um crânio.

Sendo figura central do drama, a Nossa Senhora da Penha de França surge-nos em tamanho pequeno e descentrada, ao alto do lado direito de todo o conjunto monumental, para que o rosto de D. Manuel de Moura Manuel possa olhá-la de frente. A figura central é antes o tempo, apresentado como um velho, que está ladeado por dois anjos que levantam o véu da morte, permitindo assim ao bispo contemplar a vida eterna. No arco do conjunto estão esculpidas caveiras que ostentam chapéus representativos das mais elevadas classes sociais, numa clara mensagem de que não importa a importância que tenhamos em vivos, pois somos todos iguais perante a morte.

O túmulo de D. Manuel de Moura Manuel é uma obra-prima de rara sensibilidade e a mais importante peça da capela da Vista Alegre, assim conhecida por estar incluída no complexo do museu da bicentenária fábrica.

A Capela da Vista Alegre, em Ílhavo, Dia Internacional dos Monumentos e Sítios, comunicação dedicada à Nossa Senhora da Penha de França, por Hugo Calão, mestre em História e Património pela Universidade do Porto e sobre o escultor francês Claude Laprade por Sílvia Ferreira doutorada em Historia pela Universidade de Lisboa. 21-04-2018

quarta-feira, 29 de abril de 2020

Porcelana de colecção sobre a Paróquia de Ílhavo - Senhor Jesus dos Navegantes

Placa de porcelana Senhor Jesus dos Navegantes de Ílhavo
Edição da Comissão de Festas do Senhor Jesus dos Navegantes de 1999
Fabrico Publidecal Ílhavo



Jarro e bacia porcelana Senhor Jesus dos Navegantes de Ílhavo
Edição da Comissão de Festas do Senhor Jesus doa Navegantes de 1994
Fabrico Vidal Arte porcelana - Ílhavo
Série limitada a 250 exemplares


Floreira porcelana Senhor Jesus dos Navegantes de Ílhavo
Edição da Comissão de Festas do Senhor Jesus doa Navegantes de 1994
Fabrico Vidal Arte porcelana - Ílhavo
Série limitada a 250 exemplares



terça-feira, 28 de abril de 2020

Porcelana de colecção sobre a Paróquia de Ílhavo

Prato Capela da Ermida
Fábrica de porcelana da Vista Alegre
Legenda: Mandada Erigir por Alberto Ferreira Pinto Basto e oferecida ao povo
do lugar no ano de 1901. Aguarela de Palmiro Peixe (pintor)


Prato Capela de Nossa Senhora da Luz da Légua | Casa Nossa Senhora da Luz
Vidrocerâmica Aveiro


Prato Restauração da Capela de Santo António da Coutada
Fábrica de porcelana da Vista Alegre 1975


Prato Nossa Senhora da Luz da Légua - Ílhavo
Edição da Comissão de Festas de 1993
Porcelana de Arte Rôlo
























Jarra Nossa Senhora da Luz da Légua - Ílhavo
Edição da Comissão de Festas de 1993
Porcelana de Arte Rôlo





Prato Comissão de Festas Santo António da Coutada
Regipor Bonsucesso Porcelana Aradas-Aveiro



Porcelana de colecção sobre a Paróquia de Ílhavo

Prato Nossa Senhora do Pranto
Fábrica de porcelana da Vista Alegre Ílhavo
Edição da Comissão de Festas de 1999
Prato Nossa Senhora do Pranto
Regipor Bonsucesso porcelanas Aradas-Aveiro
Edição da Comissão de Festas de 2000


Travessa Nossa Senhora do Pranto
Fabrico Publidecal Ílhavo
Edição da Comissão de Festas de 1999


Porcelana de colecção sobre a Paróquia de Ílhavo

Prato Interior da Igreja Matriz de Ílhavo,
Fábrica de porcelana da Vista Alegre de Ílhavo, 1975

Prato Restauro da Igreja Matriz de Ílhavo
Fábrica de porcelana da Vista Alegre de Ílhavo, 1973

terça-feira, 21 de abril de 2020

Homem sem pressa de se revelar

Retábulo de altar de Santo António (pormenor), Igreja Matriz de Ílhavo, aguarela, 2014, Hugo Cálão copyright (©)
Recordo a esplêndida espera, modéstia, ou indiferença, que teve Santo António pela exibição dos seus talentos.
Os homens de Letras, todos os artistas, ardem quase sempre no anseio de vir a público com as suas criações. Fazem-no geralmente ainda na adolescência, antes de amadurecer nelas a experiência e os seus talentos. 
Na maior parte dos casos esses trabalhos serão sem valor, apenas, quando muito, um vago balbuciar do que virá depois. alguns terão mais tarde que se envergonhar dessa tentativa que nada vale, cortando-a do futuro rol das suas obras de mérito. Seria preferível trabalharem no silêncio, o que com a tecnologia de hoje é tão difícil, exercitando-se, corrigindo-se a si mesmos para só aparecerem na hora própria. 
Santo António de Vagos
Igreja Paroquial de Santo António de Vagos
aguarela sobre papel, 2020, Hugo Cálão copyright (©)
O caso de Santo António é, porém, um exemplo admirável. Esperou modestamente; instruiu-se ricamente nesses anos juvenis, como concluem os seus biógrafos.
Havia de descobrir dentro de si, como descobre todo o pensador ou artista, as ideias, as imagens, os raciocínios, a imaginação que inventa e cria. Vocação para a oratória, perceberia as frases acumularem-se dentro de si, ordenadas no espírito, prontas a virem aos lábios numa facilidade de água corrente, ou de água que se despenha em cascata, sem obstáculos à frente ou vencendo soberbamente todos os obstáculos. 
Noviço no Convento de Santa Cruz em Coimbra, oculto no Convento dos Cónegos Regrantes de Santo Agostinho, de categoria pré-Universitária, estudou, reflectiu observou. Mais tarde, o exemplo dos mártires franciscanos de Marrocos leva-o a fazer-se também franciscano, para ser igualmente mártir.
E assim ruma à Itália, pobre frade que assiste a um Capítulo Geral de franciscanos, sob a presidência do próprio Francisco de Assis, sem que ninguém, por assim dizer, desse por ele. Terminado o Capítulo, junta-se a um grupo de frades que regressam, ainda um português sem nome. Só mostra o assombro da sua eloquência quando falta um pregador, na festividade da primeira missa dum sacerdote, pedindo-lhe em nome da obediência que suba ao púlpito e diga umas palavras. Foi um arrebatamento no auditório. São Francisco de Assis que estava longe, quando lhe contaram a maravilha da sua doutrina, terá exclamado: - Temos um bispo!
Queria certamente aludir ao prodígio de penetração dos seus sermões. Santo António de Lisboa começou tarde e morreria cedo. E bastou esse escasso tempo para que a sua fama se derramasse, para arrastar atrás de si multidões famintas da sua palavra e deixar uma pegada tão funda na História. É ainda hoje o franciscano mais popular, formando procissão os que vão visitar o seu túmulo e relíquias em Pádua.
A glória de Francisco de Assis, personalidade muito mais subtil e original do que o Santo português, está acima da capacidade de apreciação popular. É o Santo - imitação de Cristo - para os grandes espíritos de artistas e criadores.

quarta-feira, 10 de abril de 2019

Santa Casa da Misericórdia de Ílhavo: Memória de um século




SANTA CASA DA MISERICÓRDIA DE ÍLHAVO: Memória de um século

No dia 10 de abril de 1919, há precisamente 100 anos, data da reunião que oficializou os seus estatutos, é criada a Santa Casa da Misericórdia de Ílhavo.

Em 5 de maio de 1919 é iniciada a construção do Hospital de Ílhavo, obra que verá concluída a sua edificação em abril de 1920, com a colocação no cimo da fachada da icónica estátua representando a Caridade, oferecida por D. Maria da Luz Sarrico Teles e executada por António de Freitas, hábil canteiro de Aveiro.

Num Ílhavo onde todos se conheciam, este constante empreendimento foi labor da necessidade de dar resposta às faltas de cuidados de saúde e bem-estar, quase inexistentes até então, cumprindo a visão caritativa de dois principais pioneiros fundadores: Viriato Teles e Samuel Maia.

A atuação da Santa Casa de Ílhavo é um percurso atribulado, onde a dificuldade económica e financeira sempre colocou em risco a capacidade para tratar corretamente os doentes e desfavorecidos, situação agravada principalmente na década de 40 do século XX, pelos efeitos nefastos da II Grande Guerra Mundial, e que seria minimizada com as esmolas e dádivas recolhidas pelos ilhavenses (residentes e no estrangeiro: Brasil, Canadá, Newark, Nova Jersey, Califórnia) nas anuais festas de beneficência, bailes e cortejos de oferendas (1946-1966),  memórias que perduram na lembrança dos mais antigos.

Os médicos, enfermeiros, os cuidadores do passado e do presente, assim como as muitas faces que assumiram o pulso das decisões das várias provedorias, - prestando homenagem e recordando por ordem: Dr. Samuel Tavares Maia (1919), Viriato Teles (1920-27), Prof. João Marques Ramalheira (1927-30), Dr. Eduardo Vaz Craveiro (1930-41), Dr. Vítor Manuel Machado Gomes (1941-44 e 1953-57), Pe. Alberto Tavares de Sousa (1945-46), Cap. Francisco António de Abreu (1946-52), Dr. António Joaquim da Silva Lopes (1957-65), Dr. José Cândido Vaz (1965-66), João Fernandes Vieira (1966-71), Arlindo dos Santos Ribeiro e Silva (1981-99), Prof. Fernando Maria da Paz Duarte (1999-2010), Eng. João Manuel Pereira da Bela (2011-12), Álvaro Manuel da Rocha Ramos (2014-17) e Prof. Margarida São Marcos (2017-19) - , por entre os muitos obstáculos, souberam sempre melhorar qualidade dos serviços prestados (de saúde, de assistência às crianças e aos doentes terminais) e fazer da Santa Casa de Ílhavo ”lugar” de entre ajuda e de solidariedade a todos, indiscriminadamente, como diria o médico Louis Pasteur – “Não se pergunta a um infeliz: De que religião és tu? Diz-se-lhe: Tu sofres e isso é suficiente. Tu pertences-me e eu te aliviarei!”  

Sabemos que são muito parcos os recursos de uma instituição que atualmente emprega 143 funcionários, que quer fazer mais, e que sobrevive de protocolos de colaboração.

Através da História observa-se que a caridade exercida pelas Misericórdias é uma necessidade social. E sendo uma necessidade social é um alicerce da vida caritativa nacional.
A palavra Misericórdia tem este duplo sentido de ajudar, de dar proteção e o de perdoar e compreender. É esta a base e rumo de orientação desta instituição que, localmente, em cada concelho, atua para suprir as necessidades e carências sociais.

As Santas Casas, pelo testemunho das suas obras, pela sua exemplaridade, pela coragem, pela persistência, pela coesão institucional, contra a indiferença, a apatia e o inconformismo, e com o imperativo do rigor, continuarão a ser instituições fundamentais da sociedade portuguesa.

Hoje, recolhendo todos os elementos que nos falam da nossa Santa Casa de Ílhavo (brevemente publicados em livro), visto ter sido pouca a salvaguarda patrimonial e arquivística desta instituição, constatamos que só se consegue reconstruir a memória destes 100 anos recorrendo às noticias do jornal “O Ilhavense”.

Sem dinheiro não se faz o que a nossa vontade pretende, mas acreditamos que há sempre pessoas de bem que surgem na altura própria para colaborar.

Pelo jornal “O Ilhavense”, fio condutor da nossa memória, e pela Santa Casa da Misericórdia de Ílhavo, como assinantes ou como irmãos, saibamos acudir!

Hugo Cálão
Mestre em História e Património
10 de Abril de 2019

segunda-feira, 1 de abril de 2019

De Madrugada (Costa Nova)

I
Amanhã de madrugada, de madrugada,
Vai ter à beira do mar, de madrugada,
Nossa família é culpada, de madrugada,
Dos passos que vamos dar, de madrugada.

Ref:
Ai amor, amor, amor,
Amor, amor de madrugada

II
Oh mar alto, oh mar alto,
Oh mar alto sem ter fundo,
Mais vale andar no mar alto,
Do que nas bocas do mundo.

III
Oh Costa Nova do Prado,
Oh pedra do paredão,
Oh costa de São Jacinto,
Onde os meus amores estão.

IV
Oh Costa Nova do Prado,
Que és praia de singeleza,
Não há praia assim tão linda,
Nesta costa portuguesa.

V
Oh Senhora da Saúde,
A vossa capela cai,
Ajuntai as moças todas,
Tirai-lhe as telhas tirai.

VI
Oh Senhora da Saúde,
Mandai varrer as areias,
Que enchem os meus sapatos,
E eu estrago as minhas meias.

VII
Oh Senhora da Saúde, 
A vossa capela cheira,
Cheira a cravos, cheira a rosas,
E a flor  de laranjeira.

VIII
A Senhora da Saúde,
Tem uma maçã na mão,
Para dar a seu menino,
Quando ele vier da lição.

IX
Nossa Senhora faz meia,
Com linha feita de luz,
O novelo é lua cheia,
As meias são pra Jesus.

X
Comprei a vosso menino, 
Uma fitinha pro chapéu,
Ele também me há-de dar,
Um lugarzinho no Céu.
Olha a Gafanha

Nossa Gafanha tão linda,
De beleza infinda, graça de Jesus,
Tem coisas muito belas, tem muitas donzelas,
Resplandece de luz.

Ref:
Olha a Gafanha que bonita que ela é,
Vai brilhar desde o Carmo á Nazaré,
Encarnação essa é que mostra a prova,
Não há terra mais bonita de Aveiro, a Costa Nova!

Ai Gafanha, terra da minha paixão,
Ai Gafanha, vives no meu coração, 
Ai Gafanha, terra de encanto e beleza,
Ai Gafanha, linda aldeia portuguesa.




Senhora da Costa Nova

Senhora da Costa Nova,
Capelinha à beira mar,
Mandai-nos abrir a porta,
Para nela ir morar.

Lá vem o luar,
Por entre os pinhais,
Adeus meu amor,
Para nunca mais.

Esta é que era a moda, 
Que eu ouvi cantar,
Lá na Costa Nova olaré,
À beira do mar.

Costa Nova

Sou Costa Nova do Prado,
Praia de singeleza,
Não há praia assim tão bela,
Nesta praia portuguesa.

O sol, esse astro de luz,
Que a lua não branqueia,
O mar brilhante que me beija,
Linda paisagem de ria e maré cheia,
Aragem fresca que me bafeija.

Sou a Costa Nova do Prado,
Uma praia sem igual,
Com as belezas que tenho,
Não há outra em Portugal.


terça-feira, 15 de janeiro de 2019

Rol de Confessados da Gafanha da Encarnação de 1928

(organizado por ordem alfabética)


Encarnação Norte

Abílio da Silva 02-11-1892
mulher, Maria dos Anjos 26-01-1896
filho, José 21-09-1924
sogra, Joana 10-1849

Adelino da Graça 07-04-1911
mulher, Maria 28-10-1913
filha, Maria Alice 01-02-1934

Adelino Gandarinho 11-10-1904
mulher, Maria 25-08-1903
filho, João 02-08-1929
filho, António Maria 24-10-1930
filho, Manuel 12-09-1932
filho, Mateus 14-12-1934

Adelino dos Santos Marujo 28-02-1895
mulher, Conceição 07-03-1891
filho, José 28-03-1921
filha, Rosa 26-08 1924
filha, Maria 12-12-1928
filha, Alice 28-07-1931

Álvaro Ramos Novo 07-12-1910
mulher, Ascenção 06-10-1910
filho, Marcial 21-11-1936

Adelino da Silva Cardoso 14-01-1902
mulher, Maria da Luz 09-01-1909
filho, Manuel 10-01-1931
filho, João 19-10-1932
filha, Maria Augusta 11-03-1934
filho, João 26-07-1936

Alberto Fernandes Casqueira 07-11-1906
mulher, Preciosa 04-05-1903
filho, Manuel 26-07-1928
filha, Maria do Carmo 27-08-1932
filha, Alice 21-06-1935

Amadeu Francisco Corujo 12-09-1895
mulher, Carmina 11-02-1899
filha, Maria 20-12-1922
filho, Manuel 02-07-1924
filho, João Mário 18-09-1928
filho, José 04-12-1931
filho, David 18-03-1934

Ana, viúva de João da Silva Caçoilo 1865

Ana, viúva de Manuel Carvalho 06-1859
filho, João 1901

Ângelo Ferreira Ribau 25-09-1912
mulher, Maria Rosa 15-10-1911
filha, Maria da Conceição 04-12-1934
filha, Maria da Ascenção 27-09-1936

Ângelo Figueiredo 13-10-1906
mulher, Ana 1903
filha, Rosa 29-11-1928
filha, Maria 22-02-1933
filho, Manuel 19-03-1934
filho, Victorino 08-03-1936

António Bernardo 07-12-1862
mulher, Balbina 09-05-1874
filha, Manuel Maria 30-04-1910
filha, Preciosa 08-01-1914
filha, Rosa 20-09-1907
filha, Maria da Luz 16-01-1919

António Caçoilo 24-03-1870 (exposto)
mulher, Maria Clara 13-08-1874
filho, João 08-03-1905

António Almeida Carapelho 04-03-1903
mulher, Maria 27-08-1886
enteado, José 24-10-1911
filho, Joaquim 12-12-1913
filho, Manuel 30-09-1919
filha, Laurinda 30-06-1923

António da Costa 20-12-1860
mulher, Joana Rosa 03-1859

António Dias dos Santos 14-06-1889
mulher, Maria
filho, Manuel 02-07-1920
filha, Felicidade, 17-06-1922
filha, Maria, 27-01-1933

António Domingos Salvador 05-12-1895
mulher, Palmira 1898

António Francisco Roque 05-05-1883
mulher, Maria 22-08-1886
filho, João 19-01-1906
filha, Maria 03-06-1909
filho, Manuel João 21-06-1915
filha, Júlia 13-05-1917
filha, Rosa 15-01-1018
filha, Alzira 11-09-1923
filha, Maria da Luz 21-10-1928

António Fernandes Figueiredo 17-04-1898
mulher, Rosa 16-10-1907
filho, António
filho, António Augusto

António Maria Gafanhão 14-08-1892
mulher, Maria Rosa 1890
filho, Manuel 20-04-1916
filha, Maria 04-01-1922
filho, João 01-01-1925
filha, Rosa 25-11-1926

António Lopes Conde 20-06-1912
mulher, Joana Rosa 11-11-1911
filho, José 13-08-1935

António Nunes Ribau 19-06-1902
mulher, Maria 16-11-1902
filho, João 10-10-1927
filha, Luisa 13-02-1929
filha, Maria, 11-04-1931
filho, António 16-02-1935

António Piôrro Novo 20-10-1874
mulher, Joana Rosa 20-03-1880
filha, Glória 20-12-1907
filho, Ângelo 03-09-1921

António Maria Cruz Figueiredo 02-01-1913
mulher, Alzira 14-10-1914
filha, Maria 28-07-1934

António Nunes Ribau 01-12-1908
mulher, Rosa 26-04-1912
filho, António 26-03-1936

António Piôrro Teixeira

António Maria da Silva Cardoso

Ângelo Ferreira Ribau

António das Neves Pessoa

António Luís Ferreira

António Ramos

António dos Santos Esgueirão

António dos Santos Marujo

António Rodrigues Ferreira

António dos Santos Tomás

António da Silva Mateiro

António da Silva Mateiro

António da Silva Matos

António Tomáz de Figueiredo

Artur Bechina

Augusto Roque 13-12-1895
mulher, Maria Ascenção 02-08-1899
filho, José Augusto 07-07-1919
filho, Manuel 22-08-1923
filha, Maria 20-10-1926
filho, João 13-09-1929
filha, Rosa da Conceição 14-01-1932
filha, Auzenda 21-08-1934

Augusto das Neves
mulher, Maria
filho, Manuel 18-01-1924
irmão, José Maria

Beatriz, Viúva de Augusto dos Santos Costa
filha, Auzenda
filha, Preciosa

Cezário da Cruz
mulher, Maria
filho, Cezário

Custódia, viúva de José Figueiredo

Custódio Marques Pinto

Carlos Fernandes Cardoso

Carolina, viúva

David Fernandes Cardoso

David Guerrelhas

Domingos dos Santos

Diamantino da Rocha Sarabando

Domingos da Graça

Eduardo Ferreira, viúvo

Eduardo dos Santos

Ernesto Exposto

Eugénio Sarabando Bechina

Eugénio dos Santos Batista

Evangelista da Cruz Domingues

Francisco das Neves Louro

Francisco Pedro

Francisco Joaquim Marquinhas

Francisco rebelo dos Santos

Gualdino Vieira

Gaspar de Sousa Lima

Inácio Caçoilo

Isaura Exposta

Jacinto Fresco

Jacinto de Oliveira

Jacinto dos Santos Pata

Jeremias Fernandes Cardoso

Joana, viúva de José Maria Rei

Joana, viúva de Manuel da Silva Vidreiro

Joana Rosa, viúva de Manuel Roque

Joana Rosa, viúva de Domingos José Rebelo Santos

João de Almeida Carapelho

João de Almeida Carapelho Júnior

João Bechina Sarabando
mulher, Carmina
filha Joana
filha da Carmina, Maria do Céu
filha da Carmina, Alzira
filho da Carmina, Armando
filho dele, Manuel
filho dele, Ernesto
filho dele, João

João Caçoilo 06-01-1878
mulher, Maria dos Anjos 24-06-1879
filha, Carmina
filho, Albino
filha, Loduvina
filho, Amadeu
filho, João

João Caçoilo 25-09-1890
mulher, Jília 1888
filha, Maria da Conceição 28-06-1914
filho, Manuel do Carmo 28-08-1917
filha, Rosa, 20-04-1929

João Caçoilo
mulher, Rosa
filha, Celeste 28-12-1935

João Cardoso 08-07-1895
mulher, Benigna 25-09-1894
filho, João 30-06-1927
filho, Adelino 04-12-1928
filho, José Maria 30-07-1931
filha, Maria de Lourdes 27-04-1934

João Costa 13-09-1866
mulher, Maria Rosa
filho, José
filho, Joaquim
filho, João
filho, Manuel

João da Costa Novo 01-08-1888
mulher, Maria da Conceição 18-06-1891

João da Costa Prancho 09-09-1898
mulher, Generosa 08-05-1901
filha, Maria
filha, Diamantina
filha, Rosa
filho, José
filho, David

João da Costa Prancho 05-09-1902
mulher, Maria
filho, Aníbal
filha, Palmira

João Dias dos Santos 1864
mulher, Rosa 1865
filha, Felicidade 02-05-1903

João Domingues Salvador 21-09-1899
mulher, Maria 23-02-1891
enteado, João
filho, Manuel
filho, David
filha, Maria

João Domingues Mariano 20-03-1888
mulher, Joana 02-02-1896
filho, Manuel
filha, Maria
filha, Rosa

João Eduardo Ferreira 17-12-1900
mulher, Rosa 11-12-1906
filho, João 1-05-1929
filha, Maria 07-02-1932
filha, Rosa 21-01-1934
filha, Maria 25-10-1935

João Fernandes Casqueira
mulher, Deolinda
filho, Manuel
filha, Maria
filho, João

João Fernandes Cardoso 02-06-1881
mulher, Maria 08-10-1881
filho, Manuel
filho, Carlos
filha, Maria do Rosário
filha, Rosa
filha, Cecília
filha, Maximina
filha, Custódia
filho, Silvério

João Fernandes Cardoso 28-03-1907
mulher, Maria 09-01-1908
filha, Maria
filho, José Maria
irmã, Rosa

João Fernandes Cardoso Fidalgo 09-08-1867
mulher, Maria Rosa 25-02-1870
filho, José
neta, Maria de Lourdes 03-07-1918

João Fernandes Cardoso Júnior 20-09-1885
mulher, Maria 04-1886
filho, Armando 31-12-1916
filha, Maria
filha, Lúcia
filho, João Batista

João Fernandes Fidalgo Júnior 18-02-1892
mulher Amélia 1890
filha, Maria
filho, José Maria
filho, João
filho, Manuel

João Fernandes Gafanhão
mulher, Ascensão
filho, Luis
filho, Manuel

João Ferreira dos Santos, viúvo
filha, Urbina
filha, Elvira
filha, Maria da Ascensão

João Ferreira Bechina

João Figueiredo dos Santos

João Francisco Banca

João Francisco Cabelo

João Fresco

João Gandarinho

João da Graça

João de Matos

João da Graça

João Luís Ferreira

João Maria Nunes Ribau

João Luís Ferreira, viúvo

João Luís Ferreira

João Maria Cardoso

João Maria Louras

João Maria Ribau Bairrada

João de Oliveira Mónica

João das Neves

João Mariano

João Nunes Ribau

João Pedro da Cruz

João dos Santos Pata

João Meneses de Figueiredo

João Pequeno da Cruz

João Próspero Casqueira

João dos Santos Esgueirão

João Ribau

João dos Santos Martinho

João dos Santos Marujo 03-1892
mulher, Olívia 03-1895
filho, João 11-05-1921
filho, David 23-03-1924
filho, Manuel 17-02-1926
filho, José 10-09-1928
filha, Maria 03-08-1930
filha, Custódia 06-01-1932
filha, Silvina 07-02-1935

João de Jesus (Pata)

João Francisco Sarabando

João Sarabando Novo

João da Silva Cardoso

João da Silva Cardoso

João da Silva Rei

João da Silva Rei Novo

João Trindade

João Vieira Resende, padre 07-03-1881
criada, Maria 1890-02-06

João Vidreiro 16-09-1876

João Pinto Reis

Joaquim Domingues da Graça

Joaquim Casqueira Próspero

Joaquim Domingues da Graça

Joaquim Maria Tavares Marçal

Joaquim Martinho

Joaquim das Neves

Joaquim dos Santos Rodrigues

Joaquim Bechina Sarabando

Joaquim da Silva Vidreiro

Joaquim Maria Fernandes Cardoso

José Augusto Cardoso

José de Almeida Carapelho

José de Almeida Carapelho Júnior

José Bechina Sarabando

José Caçoilo 13-01-1887
mulher, Idalina 16-04-1907
filho, Manuel
filha, Maria
filho, João
filho, David
filho, José
filho, Ernesto
filha, Rosa
filho, João Albertino
filha, Maria de Lourdes

José Caçoilo Bechina

José Caçoilo Misca

José Cardoso

José da Costa Prancho

José da Costa Prancho Júnior

José Domingues da Graça

José Domingues da Graça

José Domingues Salvador

José Caçoilo

José Domingues Salvador

José Duarte

José Fernandes Cardoso

José Fernandes Cardoso

José Ferreira

José Francisco Sarabando

José Figueiredo

José Louro Exposto

José Francisco Cirineu

José Francisco Banca

José Luís Ferreira

José Luís Ferreira

José Luís Ferreira Júnior

José Maria Carlos

José Maria Vidreiro

José Maria Fernandes Cardoso

José Maria Frade

José Maria Louro

José Maria Marques

José Rodrigues Trindade

José Maria Ribau

José Maria Roque

José Maria Ribau

José Maria Lopes

José Martinho

José Martinho Novo

José Maria da Silva

José Piôrro Novo

José Piôrro Teixeira

José Rodrigues da Paula 22-09-1888
mulher, Clara 09-1892
filho, Manuel 06-02-1916

José dos Santos Batista

José dos Santos Cova

José dos Santos Marujo

José dos Santos Pata

José Sarabando Novo

José Tomás

José da Silva Valente

José da Silva Vidreiro

José da Silva Vidreiro

José Teixeira

José dos Santos Esgueirão

Júlio Figueiredo

Josefa, viúva de Joaquim Fernandes Gafanhão

Júlio Piôrro

Júlio dos Santos Rodrigues

Lourenço de Matos

Lúcio Figueiredo

Luís Ferreira

Luís Figueiredo

Luísa da Conceição, viúva de João Roque

Júlio Rodrigues Vareta

Júlio Francisco Bola

Manuel de Almeida Ferreira

Manuel de Almeida Novo

Manuel de Almeida Carapelho

Manuel Bechina Sarabando

Manuel do Carmo Cardoso

Manuel Bernardo

Manuel da Costa

Manuel Caçoilo

Manuel Caçoilo

Manuel Caçoilo Ribau

Manuel Fernandes Gafanhão

Manuel Francisco Bola

Manuel da Costa Prancho

Manuel Cardoso

Manuel Cardoso

Manuel Casqueira

Manuel Ferreira Rodrigues

Manuel Ferreira da Costa

Manuel Fernandes Casqueira

Manuel Fernandes Casqueira

Manuel Francisco Roque

Manuel Fresco

Manuel Gandarinho

Manuel Gandarinho

Manuel Ferreira

Manuel Guerrelhas

Manuel Gonçalves Grilo

Manuel João Luís

Manuel Francisco Bola

Manuel Fernandes Cardoso

Manuel João Pequeno da Cruz

Manuel João da Silva Caçoilo

Manuel Domingues da Graça

Manuel Joaquim Bola

Manuel Joaquim Marujo

Manuel Joaquim de Matos

Manuel Joaquim Ribau

Manuel Fernandes Cardoso

Manuel José Ribau Pata

Manuel José Ribau

Manuel Lopes Conde

Manuel Luís Ferreira

Manuel Luís Ferreira

Manuel Luís Ferreira

Manuel Luís Ferreira