sexta-feira, 6 de maio de 2016

Párocos de Ílhavo: D. António dos Santos 1967-1979

D. António dos Santos nasceu a 14 de Abril de 1932 no lugar da Quintã, paróquia de Santo António de Vagos filho de Daniel dos Santos e Maria de Jesus. Frequentou os seminários de Aveiro e dos Olivais em Lisboa. Fez a sua ordenação sacerdotal na igreja paroquial de Albergaria-a-Velha em 1 de Julho de 1956 pelo bispo de Aveiro D. João Evangelista de Lima Vidal. Iniciou a sua atividade pastoral como coadjutor na paróquia de São Salvador de Ílhavo em 25 de Setembro de 1956 passando a coadjutor da paróquia da Branca em 5 de Setembro de 1961. Foi nomeado pároco da Paróquia de Oiã em 31 de Dezembro de 1963 sendo nomeado em 29 de Agosto de 1967 pároco da Paróquia de Ílhavo, sendo seu arcipreste em 19 de Setembro desse ano. A 2 de Junho de 1975 foi nomeado Vigário-geral da Diocese de Aveiro. Em 6 de Dezembro de 1975 foi nomeado Bispo titulr de Tábora e Auxiliar de Aveiro. 
Teve a sua ordenação episcopal em Ílhavo no dia 4 de Abril de 1976. 
Foi por nomeação eleito para Bispo da Diocese da Guarda em 6 de Dezembro de 1979, fazendo a sua entrada solene na Diocese a 2 de Fevereiro de 1980.

Resignou a sua pastoral, aceite pelo Santo Padre Bento XVI, a 1 Dezembro de 2005. Faleceu 26 de Março de 2018, sendo sepultado dia 28 no cemitério do Corgo do Seixo de Cima, paróquia de Santo António de Vagos.


Párocos de Ílhavo: Pe. Sebastião António Rendeiro 1965-1967

O Pe. Sebastião António Rendeiro nasceu em 17 de Abril de 1931, no Monte, concelho da Murtosa. Frequentou os seminários de Aveiro e dos Olivais em Lisboa. Fez a sua ordenação sacerdotal em 3 de Julho de 1955 na igreja paroquial de Avanca pelo bispo de Aveiro D. João evangelista de Lima Vidal. A 11 de Outubro de 1955 começou a coadjuvar a Paróquia de São Salvador de Ílhavo e em 12 de Setembro de 1963, residindo em Aveiro, foi professor de Religião e Moral na Escola Industrial e Comercial de Aveiro e assistente da Ação Católica de Aveiro. A 19 de Outubro de 1965 foi nomeado pároco e arcipreste de Ílhavo. Foi dispensado dos serviços paroquiais em Ílhavo em 29 de Agosto de 1967 para se preparar para o trabalho de Diretor Espiritual do Seminário de Aveiro. A 15 de Outubro de 1967 retirou-se para Roma frequentando o Ateneu Salesiano. Foi nomeado Diretor Espiritual do Seminário de Aveiro em 1 de Outubro de 1968 sendo seu vice-reitor em 31 de Julho de 1970. Em 29 de Setembro de 1975, tendo sido desligado do múnus anterior, foi escolhido para chefe de redação do jornal "Correio do Vouga".

terça-feira, 12 de janeiro de 2016

Párocos naturais de Ílhavo: Pe. Manuel Francisco Grilo

O Padre Manuel Francisco Grilo nasceu em Ílhavo em 4 de Maio de 1888, filho de mãe padeira e de pai marítimo, embora radicado em Matosinhos desde os 24 anos de idade. Formou-se no seminário de Coimbra e possuía também os cursos de Agronomia e do Conservatório de Música do Porto. Foi ordenado em 1910, com 22 anos. Era ainda um pintor de rara beleza. Pelas suas ideias inovadoras a vários níveis, que costumava aplicar na ajuda aos mais desfavorecidos, incompatibilizou-se com as «altas esferas» civis, o que o levou a ser julgado, condenado e expulso do Distrito de Aveiro, em 1913. Foi então viver para Leça da Palmeira, em casa de família, e em 1928 fundou a Conferência de S. Vicente de Paulo, de onde brotou a Sopa dos Pobres, que chegou a alimentar e a vestir 680 pessoas da classe piscatória. Cria, entretanto, um refúgio para crianças abandonadas, as Escolas Católicas e o Secretariado do Desemprego. Mais tarde, funda a Obra Regeneradora dos Rapazes da Rua, em 1942. Faleceu na tarde do dia 1 de Novembro de 1967, festa de todos os santos, sendo sepultado num recanto da Obra Regeneradora dos Rapazes de Rua, junto à Capela na tarde do dia 2.

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

História da colonização da Colónia Agrícola de Ílhavo - lista de casais

Em 1952, no concelho de Ílhavo, é criada a Colónia Agrícola, parcelando a floresta entre a Gafanha de Aquém e a Gafanha da Encarnação, parcelamento enquadrado na política de colonização interna do Estado Novo. Por esta ação, a antiga junta de Colonização Interna cedeu do regime florestal, 441 hectares da Mata Nacional, aos colonos que para ali se deslocassem, tendo como premissa dedicarem-se exclusivamente à agricultura. 
Pretendia-se com esta política, criar uma nova classe de proprietários agrícolas com espírito colonizador que no futuro pudesse ser enviado para o Ultramar, oriundos de diversos pontos do país, tendo sido entregue a cada colono, uma casa e 3 hectares de terreno. Em troca, as pessoas tinham de se dedicar exclusivamente à agricultura. 
Para memória deste acontecimento e para a história desta comunidade, que entretanto se multiplicou, deixamos o registo de cada casal, e informações sobre a instalação dos primeiros colonos, indicando a composição do agregado familiar, datas de nascimento e proveniência de cada família.

Nº de casal, Nome do pai, nascimento, nome da mãe, nascimento, nome dos filhos, proveniência, data de entrega de casal:

1 - Luis da Fonseca,
1921-08-29, Maria Luisa da Teresa Antunes, 1924-04-18, filhos: Clemência, 1944-04-18; José Luis, 1946-08-10; Jeremias, 1948-08-20; Celda, 1951-02-18; Maria Adélia, 1954-06-30; Preciosa, 1956-03-13. Cardeal, Sabugal (1952-09-28). 
2 - João dos Santos, Maria do Céu de Jesus Maria Amélia, 1944-05-21, filhos: Rosa de Jesus, 1948-08-10; Emília de Jesus, 1951-04-11; Maria de Fátima, 1953-06-10; Zulmira Branca, 1954-07-10; Maria da Graça, 1956-12-23. Gafanha de Vagos (1952-04-19). 
2 - Domingos Ricardo, 1935-06-20, Maria de Lurdes Canejo, 1940-08-08.  
3 - Américo Neves da Costa, 1923-12-03, Balbina da Conceição Bizarro, filhos: João Henriques; Angelina Conceição, 1947-12-20; Maria Matilde, 1949-05-02; Américo, 1950-12-15; Maria Madalena, 1952-07-05; Manuel Afonso, 1953-12-10; Maria Manuela, 1954-12-22. São Quintino, Torres Vedras (1956-08-30).
4 - Francisco António Rebelo dos Anjos, 1916-03-03, Rosa Rodrigues de Sá, 1918-04-26, filhos: Augusto, 1941-02-16; Fernando, 1944-02-24; Maria da Conceição, 1946-04-03; Gertrudes, 1948-05-28; Rosa, 1950-08-15. Salreu (1954-03-09). 
5 - Joaquim Teixeira 1926-08-20, Aurora da Silva, 1928-12-06, filhos: António da Silva Teixeira, 1949-09-15; Joaquina, 1950-12-01; Felicidade Rosa, 1953-03-02; Rosa, 1955-10-15; Maria da Glória, 1956-08-17; Manuel, 1958-12-25. Felgueiras. 
7 - José Rodrigues, 1922-01-01, Maria Aurora Ferreira, 1920-04-11, filhos: Rosa, 1950-09-21; Maria de Fátima, 1951-08-16; Belmira da Conceição, 1954-06-28; Maria da Conceição, 1956-09-13; Angélica Rodrigues da Silva, 1936-09. Paço de Sousa (1952-04-21). 
8 - João dos Santos, 1925-05-07, Maximina de Jesus Aires, 1928-04-00, filhos: Mário, 1947-09-29; Maria dos Anjos, 1949-06-06; Carlos Manuel, 1956-06-10; João Manuel; cunhada: Olívia de Jesus Almeida. Lameiro da Serra (1952-04-19). 
9 - Manuel José Martins, 1921-09-08, Ludovina de Jesus Esteves, 1924-10-28, filhos: José, 1947-07-08; Maria da Conceição, 1949-10-27; Ismael, 1952-01-30; cunhadas: Isabel Diogo Esteves, 1936-07-14; Maria Dulce Esteves, 1939-09-28. Sabugal (1952-09-22).
10 - António Francisco Gonçalves Torres, 1929-07-31, Ana Maria Lourenço Varandas, 1929-01-19, filhos: Maria Rosa, 1951-08-19; Albino Torres, 1953-03-25; Maria de Fátima, 1955-05-28; Maria Isabel 
11 - Manuel Tavares da Silva, 1919-06-22 Maria Rosa Alves Nogueira 1909-07-25 Maria Albina, 1943-03-25; José, 1946-10-06. Beduido, Estarreja (1953-09-04). 
12 - Adelino Simões, 1920-09-04, Rosa de Jesus, 1921-04-25, filhos: Aristides, 1944-07-30; Manuel Licínio, 1949-04-13; Maria da Nazaré, 1946-10-04; António Albino, 1951-08-17; Lucília dos Anjos, 1954-04-17; Florentina Rosa, 1956-07-20. Carvalhais, São Pedro do Sul (1954-09-11). 
13 - Fernando Martins, 1925-10-08, Ester de Jesus, 1924-00-00, filhos: Manuel Fernando, 1948; José Alberto, 1949; Maria Etelvina, 1951-5-18; Armindo, 1953-04-22; Maria da Soledade, 1954-08-14; Maria de Lourdes, 1955-09-10; Rosa Maria, 1956-07-05. Pessegueiro do Vouga.
13 - António de Sousa,  Deolinda da Costa Pereira, filhos: José Maria; Joaquim; Gaspar; Manuel; Margarida; Maria. 
14 - Manuel dos Santos Vilar, 1927-04-06, Maria Custódia Tavares, 1932-09-26, filhos: Carlos Manuel, 1955-01-20. Vale de Cambra (1954-09-15).
18 - Armindo Alfredo, 1931-01-01 Maria Teresa de Jesus Carvalho 1936-07-11, filhos: Armindo, 1955-09-08. Mirandela (1956-10-07).
19 - António Horácio de Matos, 1922-10-29, Maria da Verdade, 1924-11-10, filhos: José Maria, 1946-05-10; Ernesto, 1947-08-28; Maria da Conceição, 1949-10-05; João Fernando, 1952-05-13; Olívia da Verdade, 1954-03-15. Gafanha de Vagos (1952-04-21).
20 - Jorge Miguéis, 1925-11-28, Adélia de Jesus Barreiro, 1926-03-24, filhos: Maciel, 1944-06-21; Otília, 1952-07-09. Malhapão, Oliveira do Bairro (1954-03-11).
20 - Manuel Coelho Magalhães, 1922-11-12, Luisa Ribeiro, 1924-06-27, filhos: João, 1946-08-03; Maria Madalena, 1948-05-01; Alzira, 1950-02-14; José Firmino, 1955-08-23. Borba, Celorico de Bastos. 
21 - José Martins Oliveira da Silva, 1925-04-28, Maria Moreira Vieira, 1928-04-22 Manuel, 1947-05-08; Isaac, 1948-08-21; António, 1950-05-06; Ilídio, 1951-10-30; Maria Adélia, 1955-07-21; sogra: Angelina Joaquina Moreira, 1899-04-14. Navais, Póvoa de Varzim (1954-10-11).
21 - Amadeu de Sousa Queirós,  Maria da Conceição Fonseca, filhos: António; Maria Emília; Maria de Fátima. 
22 - Frederico Alves Leite, 1925-01-08, Nazaré de Jesus Figueiredo, 1916-12-13, filhos: Servando, 1940-10-22; Maria Graciela, 1951-09-04; Dário, 1953-02-26; Maria Isabel, 1955-07-21; Adriano Artur, 1957-01-03. Albergaria-a-Velha (1954-09-16).
23 - Francisco Afonso, 1927-04-28, Maria dos Santos Proença, 1930-12-10, filhos: José Augusto, 1954-06-27; Natália, 1953-01-27.
24 - Luis Martins, 1922-03-21 Carmina dos Anjos Gonçalves 1925-06-28, filhos: José Armindo, 1946-04-20; Maria Judite, 1953-04-18. Rendo, Sabugal (1954-09-12) 
25 - Pompílio dos Santos, 1933-11-00 Olinda dos Santos 1932-09-06, filhos: Nelson, 1955-12-10, Bustos,
Oliveira do Bairro (protestantes evangélicos).
25 José Silvério Varino 1933-05-24, Maria Alice da Silva Antunes, 1940-04-22,  Comporta.
30 - José Augusto Martins Couceiro, 1932-07-10 Natividade Antunes 1933-08-30 António Augusto, 1956-06-21
30 - Francisco Vaz, Emília Pereira Marinho, filhos: Maria da Conceição
31 - José Ferreira Gomes, 1930-05-25, Emília da Conceição,  1925-08-31, filhos: Manuel Carlos, 1956-04-16. Malhapão, Oliveira do Bairro (1953-07-06). 
31 - Agostinho Teixeira Canena, 1927-09-08, Francisca Queirós da Cunha, 1934-06-16, filhos: Maria, 1955-12-27; Maria de Fátima, 1957-12-20; Maria Alice, 1960-02-00. Macieira.
32 - Horácio de Oliveira, 1922-04-08, Maria dos Anjos de Jesus 1921-06-18, filhos: Maria Marcolina, 1944-05-25; José Maria, 1948-05-27. Carromeu, Mira.
33 - José Joaquim, 1923-01-21, Maria Martins Tomé, 1922-03-21, filhos: Maria de Fátima, 1952-10-17; Manuel João, 1956-01-30; Isabel, 1956-01-30. Rendo, Sabugal (1954-09-04).
34 - Artur da Teresa Antunes, 1918-04-10, Maria da Glória Martins, 1914-02-17, filhos: José Joaquim, 1948-06-15; Fernando, 1951-08-01. Souto, Sabugal (1954-09-04).
35 - Amador Martins Correia,  1921-08-20, Maria da Ascensão da Silva Martins, 1931-05-02, filhos: Cecília, 1949-01-02; Maria Goreti, 1952-01-31; António, 1953- 12- 22. Pessegueiro do Vouga (1954-10-03.
36 - Casimiro da Fonseca Carvalho, 1929-07-28, Maria Emília Alves, 1930-10-05, filhos: Manuel, 1951-11-19; Maria Elisa, 1953-02-01; António, 1957-03-17; José, 1958-11-11; cunhado: José Maria Alves Teixeira. Caramos, Felgueiras.
40 - António Teixeira,  Rosa da Silva, filhos: Maria; Joaquim; Fátima; Armando; Maria Carmina. 
41 - Manuel Aguiar Antunes, 1921-11-19, Judite da Ascensão Pernadas, 1927-08-27, filhos: Adélia, 1952-04-19; Maria dos Anjos, 1954-08-16; José, 1957-02-28; Olivia, 1959-04-21.
45 - Manuel Ferreira da Conceição, 1926-09-26, Ludovina Ferreira de Jesus, 1926-03-31, filhos: Rosa, 1951-11-11; Idalina, 1956-01-22. Oiã, Oliveira do Bairro (1954-10-25)
45 - Bernardino Luis Carriço, Olívia dos Anjos, filhos: Maria de Fátima; António José; António Manuel
46 - Raul Gomes Ferreira, 1926-04-30, Aldina da Conceição Areias, 1924-05-14, filhos: Nantília, 1946-11-26; Fernando, 1950-06-12. Malhapão, Oliveira do Bairro.
49 - Manuel Martins Teixeira, Maria da Ascensão Fonseca, filhos: Cassilda Martins.
51 - David Fernandes Lages, 1925-08-23, Elvira da Purificação Pernadas, 1928-11-08, filhos: Maria do Céu, 1952-08-23; Maria da Conceição, 1954-12-09; José Manuel, 1959-02-13; Maria de Fátima, 1957-01-22. Rapoula do Côa, Sabugal.
54 - Joaquim de Sousa, Maria Cândida da Cunha, filhos: Ana; António.
56 - Manuel Nunes Soares Ferrão, 1925-10-22, Ana dos Anjos Mota, 1932-10-18, filhos: Maria Amélia, 1955-05-26; cunhado: Manuel Augusto Mota; cunhadas:Maria Amélia Mota, Maria Isabel Mota; sogra: Maria da Piedade; mãe: Ana Nunes. 
60 - José Proença Ferrão, Maria Gracinda Antunes,  irmão: Florêncio Proença Ferrão.
61 - Alírio Cândido dos Santos, 1928-11-27, Olinda Rosa de Jesus, 1929-11-13, filhos: Maria do Céu, 1954-04-04; Rosa dos Anjos, 1955-12-18. Corgo do Seixo de Baixo (1955-11-23).
62 - Florêncio Soares Ferrão, 1920-02-02 Maria da Ascensão Soares 1923-02-08, filhos: António, 1945-10-08; Joaquim, 1948-05-28; José, 1951-03-19; Ana Joaquina Vinhas, 1888-00-00. Amiais, Sever do Vouga.
64 - José Oliveira de Faria, 1919-04-16, Preciosa Fernandes de Sousa, 1920-01-00, filhos: Manuel Carlos, 1945-12-21; Fernando, 1948-01-18; José Francisco, 1951-10-18; Manuel Mário, 1953-02-21; Rosa Maria, 1958-07-20; Ernesto, 1959-10-31. Barcelos.
65 - Joaquim António Marques, Felismina Lopes, filhos: Maria de Fátima; Maria Emília; Maria da Conceição; Manuel; João; Maria da Glória. 
69 - António Marinho Soares, 1920-02-10, Maria Custódia Monteiro, 1918-05-20, filhos: Manuel, 1941-05-13; Rosa, 1944-06-29; Maria, 1947-01-26; José, 1949-12-11; Maria de Fátima, 1952-04-08; Ana, 1954-06-14; Deolinda, 1956-10-25. Ponte da Barca, Viana do Castelo.
73 - José Maria Passarinho, Maria Joaquina Ferrão, filhos: António Manuel.
74 - António Ventura dos Santos, 1916-05-22, Maria Augusta Tavares, 1915-00-00, filhos: Maria Lucília, 1942-02-15; Fernando, 1944-02-02; Manuel José, 1946-02-20; Hildebrando, 1948-03-22; Maria da Assunção, 1951-08-15; António Aníbal, 1954-01-12; José Belarmino. Piedades, Rocas do Vouga (1955-09-11) protestantes.
75 - Ilídio Manuel Ferreira da Silva, 1929-02-06, Arminda Gomes de Macedo, 1929-05-10, filhos: João, 1947-09-08; Fernando, 1948-11-05; Maria Alice, 1951-08-06; Maria da Conceição, 1953-03-10; Manuel Amaro, 1954-09-26; mãe: Maria Ferreira da Silva, 1899-07-21; cunhado: António Ferreira de Macedo. Moreira da Maia.
77 - Agostinho Teixeira Gonçalves, 1925-11-08, Maria da Fonseca Carvalho, 1928-03-08, filhos: Manuel, 1952-06-24; Maria Emília, 1954-02-05; Deolinda de Jesus, 1955-11-23; Maria Joaquina, 1957-09-27; Casimiro, 1960-02-23. Caramos, Felgueiras.



Hugo Cálão
Dia de São Salvador
6 de Agosto de 2015





Mapa de localização numerada das casas dos colonos da Colónia Agrícola de Ílhavo






terça-feira, 25 de novembro de 2014

Património dos pobres da freguesia de Ílhavo: origens e acção (1954-2014)

"Tudo quanto a Igreja possui, seja em propriedade, seja em dinheiro, é património dos pobres. E assim, lembrem-se bispos e padres que estão a manejar não valores próprios, mas os destinados à necessidade dos pobres; valores que, se de má-fé são suprimidos ou dilapidados, se constituem réus de sangue. Daí serem admoestados a que, com sumo tremor e reverência, como à vista de Deus, os distribuam, sem acepção de pessoas, àqueles a quem se devem. Daqui também aquelas sérias reiterações em Crisóstomo, Ambrósio, Agostinho e outros bispos como eles com as quais diante do povo asseveram sua integridade." 
(João Calvino (1509–1564), em Institutas, Livro IV, Capítulo XIII).

                Foi por iniciativa e visão do Padre Américo1, apóstolo da caridade e fundador da “Obra de Rua” para rapazes órfãos ou sem casa, que, na década de 40 de 1900, se espalhou pelo país a revolucionária cruzada para que se unissem as boas vontades, e para que sem grandes teorias se passasse o campo das realizações, a se lançassem a construção de casas para necessitados, que delas se serviriam a título precário. O nome desta instituição seria “Património dos Pobres” e o seu suporte jurídico, em cada freguesia, seria a Fábrica da Igreja Paroquial.2
                Atenta a esta iniciativa de 1951 e tendo em vista a renovação da vida paroquial pela colaboração dos sacerdotes e dos leigos a 14 de Setembro de 1953, na segunda semana de Estudos Pastorais da Diocese de Aveiro, no plano de Acção Pastoral para o ano de 1953-54, foi delineado lançar em todas as paróquias da Diocese de Aveiro a iniciativa do “Património dos Pobres”.3 A partir desse ano de 1953, multiplicaram-se as ações de promoção conseguindo o Padre Américo subsídios para quem se lançasse a construir. A sua ação humanitária seria sem precedentes, entusiasmando as comunidades paroquiais e mantendo por correspondência um contacto próximo e auxiliador.
                Durante esse ano, 2 e Abril de 1954, lançou-se a primeira pedra para dez moradias na freguesia da Vera Cruz em Aveiro, seguindo-se a construção até 1964 de mais 97 moradias para famílias pobres. Entre estas, construíram-se em Ílhavo dezoito casas, após a competente instituição em 9 de Setembro de 1959 e autorização de estatutos dada pelo Bispo de Aveiro a 2 de Dezembro de 1959.
Centro Paroquial de Ílhavo em construção, c. 1955
                O Património dos Pobres iniciaria desta forma a sua ação em Ílhavo, vendo os estatutos aprovados por despacho de 19 de Dezembro de 1959 da Direção Geral de Assistência4, tendo como objetivo contribuir para a formação, promoção e assistência à população da Freguesia de São Salvador de Ílhavo, estendendo a sua atividade: na assistência à Família, através de aquisição de moradias, acesso a subsídios através das Conferências de São Vicente de Paulo para rendas de casa de famílias carenciadas; na assistência a crianças, adolescentes e jovens, através de casas em regime de internamento, para órfãos abandonados ou em situação familiar precária e criação de centros de apoio à educação, cultura e aperfeiçoamento profissional ou lares para jovens trabalhadores e estudantes; na assistência e apoio à terceira idade, através de lares para a terceira idade, centros de acolhimento e convívio e apoio domiciliário.
Centro Paroquial de Ílhavo, c. 1960
                Desde a sua nomeação para pároco de Ílhavo a 21 de Outubro de 1949 que, D. Júlio Tavares Rebimbas, Arcipreste de Ílhavo desde 1951, foi a “chama-acesa” para que a fundação desta obra e toda a sua atividade acontecesse. A partir de 1950, empenhou-se na reconstrução a Igreja Matriz de São Salvador de Ílhavo e da residência Paroquial, fundando, em 1954, o boletim "Família Paroquial", e em 15 de Setembro de 1956 o Centro Paroquial de Formação e Assistência de Ílhavo.

Em 1958, D. Júlio foi nomeado Vigário Judicial da Diocese de Aveiro, em 1959, Vigário Geral da mesma Diocese e ainda nesse ano, nomeado Monsenhor, por S.S. o Papa João XXIII.
Funda também nesse ano, como anteriormente se registou o “Património dos Pobres” da freguesia de Ílhavo.
Em 1961 é nomeado Diretor do Colégio Liceal João de Barros, em Ílhavo. Em 21 de Janeiro de 1962, eleito Vigário Capitular da Diocese de Aveiro, por falecimento de D. Domingos da Apresentação Fernandes e a 8 de Dezembro do mesmo ano, Governador do Bispado de Aveiro, na ausência de D. Manuel de Almeida Trindade.
Foi inesgotável a sua atividade e benemerência a Ílhavo até que a 27 de Setembro de 1965 foi eleito pelo S.S. Papa Paulo VI, para Bispo do Algarve.
Jornal O Ilhavense, 10 Março 1961
Jornal O Ilhavense, 10 Março 1961

 
                Em virtude de um valioso legado de D. Celeste Maria dos Santos feito ao “Património dos Pobres” de Ílhavo, D. Júlio Tavares Rebimbas pode acalentar um dos mais queridos os objetivos desta obra e edificar, em 1962, um asilo misto de assistência à terceira idade para cerca de 60 utentes, fundando-se o “Lar de São José de Ílhavo”. Ainda por sua ação a 30 de Setembro de 1964, a Congregação das Religiosas do Amor de Deus inicia a sua missão no Lar de São José em Ílhavo que começou por acolher 22 utentes.
                D. Celeste Maria dos Santos, por disposição testamentária, cedeu igualmente a cota que o seu marido detinha na sociedade gestora do cinema Cine-Triunfo da Gafanha na Nazaré, vendido a 12 de Fevereiro de 1962 revertendo a receita para esta obra.
                Em 2 de Janeiro de 1966, viria a Ílhavo para inaugurar o novo edifício do Centro Paroquial de Formação e Assistência, dedicado a D. Manuel Trindade Salgueiro, um seu sonho desde há muito acarinhado pela comunidade paroquial.
                A instituição cresceu, e como mostra o relatório de atividades, em 1982 o “Património dos Pobres” da freguesia de Ílhavo contava já com três valências geridas pelo então pároco Urbino de Pinho: o “Lar de São José” para a terceira idade, a “Obra da Criança”, de assistência a crianças, órfãs ou abandonadas, com capacidade para 60 utentes, e de A.T.L., proporcionando assistência em atividades de tempos livres a crianças de idade escolar. Também mostra, que além da gestão das valências, um considerável incremento de legados imobiliários, e que para além das habitações para famílias pobres do “Bairro das Cancelas”, haviam sido construídas mais quatro habitações no “Bairro da Rua do Casal”, subsidiando-se também a famílias e paroquianos em necessidade o arranjo de inúmeras moradias em mau estado.
                Em 6 de Novembro de 1996 é fundada a quarta valência da instituição, o “Lar do Divino Salvador” de Ílhavo, para assistência a mulheres e crianças vítimas de abuso, mães solteiras, mulheres vítimas do “tráfico de mulheres” ou que, tendo conhecido a prostituição, desejam inserção, contando com a colaboração da Congregação de Irmãs de Nossa Senhora da Caridade do Bom Pastor.
                A pedido de D. António Marcelino, Bispo de Aveiro, e do então pároco de Ílhavo, Padre Urbino, que desde 2001, solicitavam insistentemente a presença da Congregação de Irmãs Franciscanas Missionárias de Nossa Senhora, para de se dedicarem à “Obra da Criança”, a Congregação envia, em Setembro de 2002, uma irmã para esse fim, embora com residência comunitária em Aveiro. No dia 4 de Novembro de 2003, abre oficialmente, uma comunidade com três irmãs em casa cedida pela ”Obra da Criança”. Na fundação estiveram 3 irmãs: Mafalda, Laurinda, e Maria Isabel. Neste momento estão nesta comunidade quatro irmãs: Mafalda, Laurinda, Mª dos Anjos e Rosa. A ação da comunidade é orientar e ajudar a “Obra da Criança” na assistência das crianças, contando na atualidade com 30 utentes. Todas as três congregações estão inseridas na Paróquia de Ílhavo e nela colaboram.

Ílhavo, 13 de Junho de 2014, dia de Santo António

Hugo Cálão
Mestre em História e Património



[1] Américo Monteiro de Aguiar, conhecido por Padre Américo (Galegos, Penafiel, 23 de Outubro de 1887 — Valongo, 16 de Julhode 1956). http://pt.wikipedia.org/wiki/Am%C3%A9rico_Monteiro_de_Aguiar
[2] Gaspar, João Gonçalves, A Diocese de Aveiro – Subsídios para a sua História, Edição Cúria Diocesana de Aveiro, 1964, p. 508-509.
[3] Ver Correio do Vouga nº 1159 e 1160, respetivamente de 19-09-1953 e 26-09-1953.
[4] Publicados no Diário do Governo nº 303, III série de 30 de Dezembro de 1959, com atualização de 6 de Janeiro de 1983, sob o nº 2/83, f.139v-146.

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Párocos de Ílhavo: Pe. João Martins dos Santos 1755-1802

O Pe. João Martins dos Santos nasceu na freguesia de Santo André de Ardãos, filho de Pedro Gonçalves, lavrador e de Isabel Martins naturais da mesma freguesia, neto paterno de Frutuoso Gonçalves o Tavarelo de alcunha, natural de Pedraria, freguesia de Serraquinhos em Montalegre e de Joana Gonçalves e materno de Miguel Martins o Arado, lavrador e de Isabel Preta da freguesia de Ardãos. Seu irmão António Martins dos Santos e tio paterno Domingos Gonçalves dos Santos foram familiares do Santo Ofício.

Foi prior da freguesia de São Salvador de Ílhavo desde 17 de Junho de 1755, por dada carta e apresentada por El-Rei D José, priorado que vagara por falecimento do prior Francisco de Almada Galafura, sendo o segundo prior provido por sua Majestade. Deu a célebre informação paroquial sobre a freguesia de Ílhavo - Sua Luce Jesu duce: Descripção da Villa de Ílhavo em 1758, acompanhando as obras de ampliação da Matriz de Ílhavo. Foi comissário do Santo Ofício por provisão de 16 de Dezembro de 1771. A 30 de Agosto de 1800, compadecido pela miséria dos seus paroquianos, pede licença e confirmação ao Tribunal da Mesa do Desembargo do Paço para fundar à sua custa um hospital em Ílhavo. Faleceu em 1802.

Párocos de Ílhavo: Pe. Luís de Almada 1708

O Pe. Luís de Almada era filho bastardo do donatário da Vila de Ílhavo, D. Cristóvão de Almada e de D. Maria Rolim, irmã de Francisco Barques Rolim, cavaleiro da Ordem de Cristo, filhos de João Barques Rolim e de Maria da Mota. Estudou em Coimbra e, depois de formado, foi clérigo e abade da Igreja de Alfandega da Fé, do padroado Real. Mais tarde paroquiou a Igreja de São Miguel de Oliveira do Bairro, também do padroado real, donde passou a prior da Igreja de São Salvador de Ílhavo, igreja de grande renda, padroado da casa de seu pai. Renunciou mais tarde, tirando uma pensão de 2500 cruzados cada ano, tendo outros benefícios eclesiásticos. Foi deão da Capela Real e Deputado do Santo Ofício de Lisboa, por provisão de 23 de Fevereiro de 1708. A 15 de Julho de 1709, foi nomeado prior-mor de Aviz e tomou o hábito na Igreja da Encarnação dos religiosos da mesma Ordem a 22 de Junho do ano seguinte, lançado pelo prior da dita Igreja, Frei João Barracho. Morreu em Lisboa a 8 de Abril de 1720.


notas: História Genealógica da Casa real Portuguesa, XI, 19, p.252.

terça-feira, 29 de julho de 2014

Párocos de Ílhavo: Pe. Cristóvão Ferreira e Vasconcelos

O Pe. Cristóvão Ferreira e Vasconcelos nasceu na freguesia de São Miguel de Oliveira do Bairro, filho de Paulo Ferreira e de Antónia Ferreira, da mesma freguesia, neto paterno de Cristóvão Ferreira e de Domingas Francisca naturais do Mego, Oliveira do Bairro, e materno de Domingos João Vilanova e de Luisa Ferreira também da freguesia de São Miguel. Foi confessor, bacharel em cânones, sendo elevado a Comissário do Santo Ofício por provisão de 10 de Julho de 1708. Paroquiou a Igreja de São Salvador de Ílhavo.

notas: Lima, Jorge Hugo Pires de, O Distrito de Aveiro nas Habilitações do Santo Ofício, in revista Arquivo Distrital de Aveiro, vol. XXVII, 1961, p.59.

segunda-feira, 23 de junho de 2014

Párocos de Ílhavo: Pe. João Maria Carlos 1948-1949

O Pe. João Maria Carlos nasceu em Outubro de 1900 na Gafanha da Nazaré, nessa data ainda pertença da Paróquia de Ílhavo. Frequentou o seminário de Coimbra sendo ordenado na Capela do referido seminário por D. Manuel luis Coelho da Silva a 11 de Março de 1933.  Foi nomeado pároco da Paroquia de Dormes e de Paio Mendes em 7 de Agosto de 1933. Em 7 de Fevereiro de 1934 passou a coadjutor da Paroquia de Vagos, sendo nomeado pároco do troviscal e da Mamarrosa a 18 de Junho de 1935. Em 6 de Dezembro de 1936 regressa novamente a coadjutor em Vagos, sendo nomeado a 30 de Novembro de 1937 pároco de Valongo do Vouga e de Lamas do Vouga. Foi nomeado pároco de Ilhavo a 23 de Abril de 1948, paroquiando até 29 de Setembro de 1949, altura em que é nomeado pároco da Murtosa onde a 13 de Novembro de 1950 é nomeado Arcipreste. Faleceu a 6 de Novembro de 1957 na Casa de saude de Coimbra na rua da Sofia, apos uma operaçao, sendo sepultado na Gafanha da Nazare.

Párocos naturais de Ílhavo: Pe. João Vieira Resende

O Pe. João Vieira Resende nasceu em Ílhavo em 7 de Março de 1881, sendo irmão das senhoras Maria do Carmo Vieira Resende e Matilde Vieira Resende. Depois de ter cursado teologia no Seminário de Coimbra, foi ordenado presbítero em 22 de Dezembro de 1906 por D. Manuel Correia de Bastos Pina. Foi, seguidamente, capelão de Ouca, Gafanha da Nazaré e Vale de Ílhavo. Paroquiou depois Vila Verde até 1916 e novamente voltou a ser capelão de Vale de Ílhavo e da Ermida até 1921, data em que lhe foi entregue a paroquialidade de Vagos. Em peregrinação, foi a Roma em 1925 e a Lourdes em 1927. No ano de 1928 foi nomeado primeiro pároco da nova Paróquia da Gafanha da Encarnação, desmembrada da Paróquia de Ílhavo, onde paroquiou até 1948 altura em que fixou residência na sua casa de Vale de Ílhavo. Foi autor da obra " A Monografia da Gafanha", obra editada duas vezes e subsidiada pelo Instituto de Alta Cultura, por proposta do Dr. Paiva Boléo, sendo um profícuo interessado por assuntos toponímicos e de ciências naturais e frequente colaborados do jornal "O Ilhavense" e da revista "Arquivo do Distrito de Aveiro". Após doença prolongada em Coimbra, faleceu na sua residência de Vale de Ílhavo no dia 13 de Outubro de 1959.